Cores dos passaportes pelo mundo: O significado político, cultural e histórico
Saiba o que as cores dos passaportes — bordeaux, azul, verde e preto — indicam sobre política, religião e identidade regional.
RESUMO ✦
Sem tempo? A Lili IA resume para você
Cores dos passaportes pelo mundo: O significado político, cultural e histórico
- Bordeaux — É a cor do passaporte italiano (RAL 4004) e foi adotada por vários países europeus a partir de 1981 na busca por uma identidade comum. O tom bordô tornou-se um símbolo de pertença à União Europeia: houve Estados candidatos que alteraram a cor do documento para o vermelho em sinal de aproximação política, como ocorreu em tentativas de aproximação à UE.
- Azul — Utilizado por países do Mercosul (como Brasil e Argentina) e pelos Estados Unidos, que mudaram para o tom em 1976 em referência ao azul da bandeira nacional. O caso do Reino Unido é emblemático: após a saída da UE, Londres substituiu o bordô europeu pelo tradicional azul-escuro como gesto simbólico de reafirmação de independência política.
- Verde — Predomina em Estados de maioria muçulmana (Arábia Saudita, Paquistão, Marrocos), em que o verde tem conotações religiosas e históricas — é tradicionalmente associado ao Profeta Maomé e simboliza vida e natureza. O verde também aparece em passaportes de blocos regionais, como os países da CEDEAO (ECOWAS), indicando coesão económica regional.
- Preto — A cor menos comum. Nações como o Chade ou a Nova Zelândia utilizam capas pretas; no caso neozelandês, o preto é cor nacional (pense nos All Blacks). Com frequência, o preto é adotado por passaportes diplomáticos, cujo tom reforça funcionalidade e distinção dos documentos que conferem privilégios oficiais.