Hgm e Ultranet levam energia green e fibra ótica para impulsionar a digitalização dos distritos industriais
Hgm e Ultranet levam energia green e fibra ótica aos distritos industriais, conectando PMEs e promovendo digitalização e economia real.
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Hgm e Ultranet levam energia green e fibra ótica para impulsionar a digitalização dos distritos industriais
Por Aurora Bellini, Espresso Italia — Em um movimento que busca iluminar novos caminhos para a indústria nacional, o Grupo Hgm reafirma sua missão de levar energia green e digitalização aos distritos industriais. A apresentação do projeto Edd — Energy Digital District — durante a quarta edição da Key - The Energy Transition Expo, em Rimini, traçou o mapa de como infraestrutura digital e fontes renováveis podem semear inovação e gerar economia real para as pequenas e médias empresas.
Em entrevista à Espresso Italia, Francesco Sangiovanni, presidente e fundador do Grupo Hgm e idealizador da start-up Ultranet, explicou que a iniciativa tem um propósito claro: oferecer soluções integradas para operadores de telecomunicações e utilities, equipando territórios com conectividade de alta capacidade e projetos de energia sustentável. "Queremos dar às PMEs, que representam mais de 96% das empresas produtivas no país, a capacidade de reduzir custos energéticos e de acesso, além de disponibilizar a fibra óptica, hoje habilitadora essencial para qualquer projeto de desenvolvimento, inclusive os que envolvem inteligência artificial", declarou Sangiovanni.
Fundado há cerca de 30 anos pela família Sangiovanni, o Grupo Hgm cresceu mantendo a cidadania empresarial tradicional: headquarter na Itália, presença também no Brasil com projetos análogos, mais de 500 colaboradores e faturamento em trajetória ascendente. A Ultranet Srl, totalmente controlada pelo Grupo, atua como operador inscrito no ROc, projetando redes em fibra óptica e oferecendo, em regime de IRU (direitos de uso indefinido), cerca de 15 mil quilômetros de rede escura e/ou dutos vazios já construídos ou a implementar conforme as demandas dos clientes.
Além do provisionamento de infraestrutura passiva, a Ultranet disponibiliza o aluguel de centrais telefônicas e equipamentos de redistribuição óptica proprietários, com a possibilidade de transformá-los em mini hubs — verdadeiros Edge Data Centers no território. Essa combinação de power e conectividade cria condições para que indústrias locais possam modernizar processos, otimizar consumo e competir com mais eficiência em cadeias globais.
O projeto Edd — desenvolvido pelo Grupo nos últimos quatro anos — nasce da constatação de duas dores recorrentes: a dificuldade de acesso à inovação digital e o impacto das altas contas de energia sobre a competitividade das PMEs. "Pensamos que, em dez anos, passaremos de pouco mais de 40% para cerca de 80% de empresas com fibra óptica e que levaremos 300 mil empresas a ser conectadas, evitando que fiquem à margem da transição tecnológica", afirmou Sangiovanni à Espresso Italia.
Na prática, trata-se de um esforço coordenado entre tecnologia, financiamento e políticas locais para que os distritos industriais se tornem, de fato, Energy Digital Districts: enclaves onde a eletricidade renovável convive com capacidade computacional local, reduzindo latência, custos e pegada ambiental. É uma proposta que visa não apenas a eficiência operacional, mas também a construção de um horizonte límpido para o desenvolvimento regional.
Como curadora de progresso, vejo nesse movimento um agir concreto para semear inovação e tecer laços sociais entre indústria, cidades e comunidades. A combinação de energia green e fibra óptica é, literalmente, a luz que permite novas formas de trabalho, educação e produção — um legado que, se bem cultivado, iluminará caminhos de resiliência e competitividade para gerações.
O Grupo Hgm e a Ultranet mostram que a transição energética e digital não são metas distantes, mas projetos executáveis: infraestrutura pronta, modelos de uso (IRU e aluguel de centrais) e um plano para ampliar cobertura para milhares de empresas. A proposta é ambiciosa e pragmática — tipicamente italiana em sua paixão por construir — e ecoa um convite às autoridades e ao setor privado para convergirem esforços rumo a um futuro mais eficiente e sustentável.