Milão, 21 de janeiro de 2026 — Na oitava edição da Mid Cap Conference promovida pela Mediobanca, o ecossistema das médias empresas italianas voltou a mostrar-se como o verdadeiro motor da economia nacional. O encontro anual reuniu 29 sociedades de capitalização média e mais de 100 investidores nacionais e internacionais, em um calendário intenso de diálogo que incluiu mais de 400 sessões entre empresas e investidores, além de uma sessão plenária dedicada às tensões entre a estabilidade do sistema-país e as novas dinâmicas geopolíticas.
Na abertura dos trabalhos foi apresentado o Global Outlook 2026, elaborado pela equipe de pesquisa da Mediobanca Research, que traçou cenários macroeconômicos e financeiros relevantes para as estratégias de crescimento das empresas médias italianas.
O CEO Alessandro Melzi d’Eril, em sua primeira participação como chefe-executivo no evento, enfatizou a energia e a qualidade do tecido empresarial que o banco acompanha: “Participar pela primeira vez, no meu novo papel, foi uma oportunidade única para observar de perto a energia e a qualidade dos empresários e das empresas que a Mediobanca apoia cotidianamente. Nosso primeiro evento do ano é dedicado às médias empresas italianas, que constituem a espinha dorsal do país e são objeto da nossa atenção constante há trinta anos.”
Melzi d’Eril reforçou o modelo integrado do grupo: a oferta de um serviço a 360 graus que combina Private & Investment Banking, tratanto a empresa e a família do empresário em uma abordagem holística. Segundo ele, essa combinação cria oportunidades de investimento e uma gestão patrimonial que funcionam como um verdadeiro turbo para a economia doméstica. A complementaridade com o Monte dei Paschi di Siena foi citada como reforço do enraizamento territorial e da capacidade de atendimento local.
Os números apresentados no evento sublinham a performance das médias empresas nos últimos 30 anos: um crescimento do faturamento de 182%, desempenho superior ao das grandes empresas nacionais e acima do observado em pares europeus, como França e Alemanha. O valor adicionado das médias italianas cresceu 65%, praticamente o dobro do incremento registrado pelos grupos franceses e alemães, gerando também uma maior criação de emprego.
Outro dado que merece atenção estratégica é a relação entre internacionalização e receita: embora apenas 12% das médias empresas italianas possuam fábricas no exterior, o export responde por 42% do faturamento médio. É uma expressão clara de competitividade e sofisticação de produto, um sinal de que a calha de saída para os mercados externos está bem calibrada.
Melzi d’Eril concluiu destacando que o diferencial da Mediobanca é o capital humano e a especialização das competências. “A nossa atividade é feita essencialmente de pessoas e de know‑how”, afirmou, lembrando que a instituição tem investido de forma contínua em talento e em modelos de serviço que replicam uma engenharia de alta precisão na gestão de empresas e patrimônios.
Para quem acompanha a economia italiana com foco em tendências de alto desempenho, a conferência confirmou que as médias empresas continuam sendo o chassi robusto sobre o qual se constrói a recuperação e a expansão: elas são a unidade produtiva que acelera a criação de valor e emprego, mesmo num cenário global marcado por incertezas e pela necessidade de calibragem fina das políticas macroeconômicas.
Em suma, a Mid Cap Conference consolidou a leitura de que, com o apoio de estruturas financeiras integradas e uma estratégia exportadora eficaz, as médias empresas italianas têm a capacidade de manter a aceleração do crescimento e de sustentar a geração de empregos — uma performance que exige, porém, políticas públicas e financiamento privado alinhados em design e execução, sem deixar os freios fiscais ou a volatilidade cambial interromperem o impulso.






















