Chiara Mazzel é ouro no Super‑G VI nas Paralimpiadi di Milano‑Cortina 2026

Chiara Mazzel conquista ouro no Super‑G VI; Rússia volta a ter hino e bandeira no pódio em Milano‑Cortina 2026. Resultados e agenda do dia.

Chiara Mazzel é ouro no Super‑G VI nas Paralimpiadi di Milano‑Cortina 2026

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Chiara Mazzel é ouro no Super‑G VI nas Paralimpiadi di Milano‑Cortina 2026

Por Otávio Marchesini, Espresso Italia — Em uma manhã que misturou desporto e simbolismo político, a prova de Super‑G feminina para atletas com deficiência visual nas Paralimpiadi Milano‑Cortina 2026 confirmou dois vetores centrais desta edição: a afirmação técnica de jovens talentos e a reconfiguração do quadro simbólico internacional.

No pódio da categoria visually impaired (VI) a italiana Chiara Mazzel conquistou a medalha de ouro com o tempo de 1:14.842, acrescentando assim mais uma conquista ao balanço da delegação italiana. O quarto lugar ficou com a também italiana Martina Vozza, que contribuiu para demonstrar a profundidade do investimento italiano na formação de atletas de alta performance no esqui alpino paralímpico.

Paralelamente, a prova standing teve como vencedora a russa Varvara Voronchikina, que já havia subido ao pódio com o bronze na descida. A vitória de Voronchikina ganha relevo político: pela primeira vez desde a re‑admissão, no ato da premiação soarão o hino russo e será hasteada a bandeira da Rússia, conforme decisão anunciada nas semanas precedentes pelo Comitê Paralímpico Internacional. Esse retorno simbólico ao pódio revela como o esporte de alto nível continua a ser palco de negociações diplomáticas e éticas.

Resultados completos do Super‑G VI feminino (principais colocações):

  • 1. Chiara Mazzel (ITA) — 1:14.842
  • 2. Veronika Aigner (AUT) — 1:15.445 (+0.603)
  • 3. Alexandra Rexova (SVK) — 1:19.696 (+4.854)
  • 4. Martina Vozza (ITA) — 1:20.592 (+5.755)
  • 5. Sara Choi (KOR) — 1:21.178 (+6.336)
  • 6. Menna Fitzpatrick (GBR) — 1:25.529 (+10.687)
  • 7. Eva Nikou (GRE) — 1:25.990 (+11.158)
  • 8. Meg Gustafson (USA) — 1:26.011 (+11.170)

O dia 9 de março concentra um calendário intenso: pela manhã e ao longo do dia as finais de sci alpino em várias categorias distribuirão seis títulos, igualmente divididos entre provas masculinas e femininas. A delegação italiana tem presença ampla no programa de esqui: além de Mazzel e Vozza, competem Giacomo Bertagnolli (VI masculino), Federico Pelizzari, Davide Bendotti e Luca Palla (standing masculino) e René De Silvestro (sitting masculino). Essas listas demonstram uma estratégia nacional que alia tradição técnica e investimento na diversidade de classes paralímpicas.

Além do esqui alpino, o dia contempla partidas de curling — tanto no round robin por equipes como no duplo misto — e confrontos de sledge hockey, com a Itália enfrentando a China no torneio. A composição das equipes italianas no gelo inclui nomes com histórico competitivo e funções relevantes no processo de reconstrução de um calendário doméstico competitivo: Orietta Bertò e Paolo Ioriatti no duplo misto; Fabrizio Bich, Egidio Marchese, Angela Menardi, Matteo Ronzani e Giuliana Turra no torneio a equipes.

Transmissão: a cobertura televisiva segue na Rai 2 HD (08:45–13:00) e Rai Sport HD (12:50–19:10); streaming disponível em Rainews.it e RaiPlay.

Contexto: a segunda jornada foi marcada ontem pela medalha de ouro de Emanuel Perathoner no snowboard cross SB‑LL2, prova em que o atleta italiano mostrou domínio claro desde as qualificações até as finais. Em conjunto, estes resultados sinalizam uma Itália competitiva e plural nas modalidades de inverno paralímpicas, cuja importância simbólica se estende para além dos pódios: trata‑se de construção de memória esportiva e identidade, em cujas tramas se inscrevem políticas de inclusão e visibilidade.

Nos próximos dias, será relevante observar como a combinação entre desempenho e narrativa institucional — inclusive as decisões sobre admissões e símbolos nacionais — moldará a percepção pública destas Paralimpíadas e o legado que deixarão ao esporte adaptado italiano.