Itália amplia presença no pódio em Milano Cortina 2026: Mazzel e Perathoner lideram o início azzurro
Mazzel e Perathoner destacam-se em Milano Cortina 2026; Itália busca superar dez medalhas e reforçar legado paralímpico.
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Itália amplia presença no pódio em Milano Cortina 2026: Mazzel e Perathoner lideram o início azzurro
As Paralimpiadi Milano Cortina 2026 ganharam forma nos primeiros dias de competições e a delegação italiana já começa a desenhar um perfil de ambição e tradição. O saldo inicial combina histórias individuais — de coragem, técnica e cooperação com guias — com reflexões sobre o papel do esporte paralímpico na identidade nacional.
No esqui alpino feminino para atletas com baixa visão, Chiara Mazzel, acompanhada pelo guia Nicola Cotti Cottini, foi figura central: depois do pódio na descida livre, onde conquistou a medalha de prata, Mazzel confirmou sua evolução com o ouro no Super-G na categoria ipovedenti AS2. É a segunda conquista de destaque da atleta das Fiamme Gialle nesta edição e um sinal da consistência técnica que a caracteriza.
Na descida feminina, a ordem de chegada consolidou a estreia italiana no quadro de medalhas: fora de Mazzel, o topo do pódio coube à austríaca Veronika Aigner, que venceu com o tempo de 1'22"55. Vale notar também a performance de Martina Vozza, que com a guia Ylenia Sabidussi terminou em quarto lugar, próxima do pódio e mostrando profundidade no plantel italiano.
Do lado masculino do esqui alpino, Giacomo Bertagnolli trouxe o primeiro bronze para a Itália, somando à trajetória regular de um atleta que já é referência na neve paralímpica. Sua medalha na descida reforça a tradição italiana no alpine e a capacidade de manter competitividade em categorias muito disputadas.
O primeiro ouro puramente italiano, entretanto, veio em outra disciplina: Emanuel Perathoner triunfou no snowboard cross, garantindo o primeiro título nacional em Milano Cortina 2026. A vitória de Perathoner ilustra a diversidade do programa paralímpico e a emergência de atletas italianos em provas que combinam técnica, velocidade e estratégia.
Até domingo, 15 de março, serão atribuídas 79 medalhas de ouro e a delegação italiana já projeta metas ambiciosas. Retomando referências históricas: nos Jogos de Inverno de Lillehammer 1994 a Itália atingiu seu maior número de pódios (13 medalhas no total), embora sem ouros; o melhor posicionamento no quadro de medalhas foi o nono lugar em Torino 2006. Para estes Jogos em casa, o objetivo apontado pelo presidente do Comitato Paralimpico Italiano, Marco Giunio De Sanctis, é inequívoco: superar a barreira das dez medalhas.
Observando esse início, é possível interpretar os resultados como algo além das colocações: representam investimento em estruturas de alto rendimento, a consolidação de programas de formação e a valorização de parcerias — entre atleta e guia, clube e federação, cidade-sede e país. A Itália entra, assim, num ciclo em que cada pódio contribui tanto para a conta final quanto para a memória coletiva que o esporte paralímpico constrói.
Enquanto a competição segue, a reta final nos convida a avaliar não apenas quantas medalhas serão conquistadas, mas o legado que esses Jogos deixarão para a prática adaptada, para a inclusão e para a visibilidade do esporte como espelho das transformações sociais na Itália contemporânea.