Morelli: logística é pilar da segurança nacional e exige investimentos em infraestrutura e tecnologia
Morelli reforça que a logística é vital para a segurança nacional e pede investimentos em infraestrutura e tecnologia para fortalecer cadeia de abastecimento.
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Morelli: logística é pilar da segurança nacional e exige investimentos em infraestrutura e tecnologia
Por Stella Ferrari - Em discurso na quinta edição da LetExpo - Logistics Eco Transport, realizada em Verona e promovida pela Alis - Associazione Logistica dell'Intermodalità Sostenibile, o subsecretário de Estado Alessandro Morelli ressaltou a centralidade da logística para a segurança nacional e para o funcionamento eficaz do mercado interno. O evento, dedicado a transportes, logística e serviços às empresas, reforça a necessidade de alinhar políticas públicas às demandas reais do setor.
Segundo Morelli, o diálogo contínuo com as empresas e os operadores logísticos é uma ferramenta estratégica para aferir a temperatura do setor e orientar a calibragem das políticas públicas, sobretudo no que toca a investimentos em infraestrutura e tecnologia. Para a autoridade, esses investimentos são mais do que uma agenda de desenvolvimento: são componentes do sistema de proteção do país, garantindo que matérias-primas e produtos cheguem de forma estável aos mercados e aos supermercados, sustentando famílias e empresas.
Num tom incisivo e técnico, condizente com a visão de quem olha para a economia como um motor que precisa de manutenção e engenharia fina, Morelli destacou o valor do confronto institucional: a interlocução com associações como a Alis permite ajustar o desenho das políticas, identificar gargalos logísticos e priorizar aplicações que aumentem a resiliência da cadeia de abastecimento.
O subsecretário também valorizou as críticas construtivas recebidas das representações setoriais, entendendo-as como instrumentos de aperfeiçoamento das políticas públicas. A soma de observação prática das empresas e a ação regulatória pode acelerar a implementação de soluções tecnológicas, melhorar a interoperabilidade modal e reduzir custos operacionais, numa verdadeira aceleração de tendências que fortalece o tecido produtivo nacional.
Da perspectiva de estratégia macro, a mensagem é clara: não existe segurança nacional plena sem uma logística robusta e modernizada. Investir em portos, terminais intermodais, sistemas digitais de monitoramento e na formação de capital humano é, para o governo, uma prioridade que impacta diretamente a estabilidade social e a competitividade internacional.
Como economista e estrategista habituada a falar em conselhos de administração, vejo nessa visão a combinação certa entre a ambição de longo prazo e a pragmática necessidade de resultados imediatos. A política pública deve atuar como uma oficina de alta performance, onde a calibração das prioridades — infraestrutura física e inovação digital — permite que o motor da economia funcione sem solavancos.
O encontro em Verona, que segue até o dia 13 de março, funciona como plataforma para esse ajuste fino entre setor público e privado. O investimento direcionado, a integração modal e a adoção de tecnologias avançadas serão os elementos que definirão a capacidade do país de transformar vocação logística em vantagem estratégica.