Bolsas europeias sobem com Milano +2,4%; Brent e gás pressionam volatilidade

Bolsas europeias sobem; Milano +2,4% com energia em queda. Brent e gás recuam; China surpreende e impulsiona recuperação global.

Bolsas europeias sobem com Milano +2,4%; Brent e gás pressionam volatilidade

RESUMO ✦

Sem tempo? A Lili IA resume para você

Gerando resumo com IA...

Bolsas europeias sobem com Milano +2,4%; Brent e gás pressionam volatilidade

Por Stella Ferrari — As bolsas europeias abriram em forte recuperação, acompanhando o movimento positivo das praças asiáticas e sinais de afrouxamento nos preços de energia. Em Milão, o índice Ftse Mib avançou cerca de +2,4% no início do pregão, retornando ligeiramente acima dos 45.000 pontos, enquanto ontem a sessão havia encerrado com recuo de 0,29%. No acumulado do ano o índice já aparece marginalmente positivo, com alta de +0,26%.

O rali se mostrou disseminado pelo continente: Londres subiu +1,4%, Frankfurt registrou +2,3% e Paris avançou +1,7%. A recuperação teve base também nas bolsas asiáticas: Tóquio ganhou +3% e Seul saltou +5% após fechamentos negativos superiores a cinco pontos percentuais no pregão anterior. Hong Kong e Xangai fecharam em terreno positivo, com altas de +2,17% e +0,65%, respectivamente, apoiadas por dados melhores que o esperado do balanço comercial chinês (variação anual de +21% em jan-fev contra expectativa de +7%).

O movimento de recuperação global havia começado em Wall Street, onde o S&P 500 fechou em alta de +0,83% e o Nasdaq subiu +1,38%. Esse horizonte mais benigno para ativos de risco ajuda a reduzir a volatilidade, mas não elimina a sensibilidade dos mercados às notícias sobre energia.

No front das commodities, o petróleo Brent, referencial para a Europa, é negociado na casa de 91,7 dólares (-7,5%), após cair abaixo dos 90 dólares ainda pela manhã. Ontem, o petróleo havia alcançado máximas próximas de 120, para depois recuar à tarde para níveis abaixo de 100. Entre os fatores que pressionaram os preços, há declarações do ex-presidente Trump apontando para a possibilidade de um fim breve do conflito, e a perspectiva de uma decisão do G7 sobre a liberação de reservas estratégicas.

Também houve alívio nos mercados de energia para o gás: em Amsterdã o preço do gás caiu para cerca de 48 euros por MWh (-14% em relação ao dia anterior). Ainda assim, em comparação com 27 de fevereiro — véspera do ataque ao Irã — o patamar permanece elevado, com alta acumulada de aproximadamente 50%.

Do ponto de vista macro e estratégico, a combinação de recuo nos preços energéticos e dados chineses robustos cria uma janela de reequilíbrio: é como ajustar a calibração de um motor após um pico de temperatura — liquidez e apetite por risco retornam, mas a direção do próximo ciclo dependerá da continuidade das notícias sobre oferta de petróleo, decisões políticas do G7 e da trajetória do comércio externo chinês.

Em suma, os mercados operam hoje com uma aceleração controlada: a recuperação de curto prazo alavanca índices acionários, enquanto as commodities atuam como freios que limitam ganhos mais agressivos. Para gestores e investidores, a recomendação é monitorar a evolução dos indicadores de energia e quaisquer anúncios oficiais sobre reservas estratégicas, mantendo a disciplina de portfólio diante de uma volatilidade estrutural.