Diavù transforma parede da Comunidade Basaglia em mural que celebra Basaglia e humanização da saúde mental

Diavù pinta mural na Comunità Basaglia (ASL Roma 2) em homenagem a Basaglia, reforçando a humanização da saúde mental e participação comunitária.

Diavù transforma parede da Comunidade Basaglia em mural que celebra Basaglia e humanização da saúde mental

RESUMO ✦

Sem tempo? A Lili IA resume para você

Gerando resumo com IA...

Diavù transforma parede da Comunidade Basaglia em mural que celebra Basaglia e humanização da saúde mental

ROMA, 11 de março de 2026 — As paredes da Comunità Basaglia de Salone, pertencente à ASL Roma 2, ganharam hoje uma nova respiração: um mural assinado pelo artista internacional Diavù, fundador do MURo (Museo di Urban Art di Roma), que celebra o 102º aniversário do nascimento de Franco Basaglia e reafirma o valor da humanização no cuidado da saúde mental.

Mais do que uma intervenção estética, a obra nasceu como fruto de um percurso coletivo. Os próprios frequentadores da comunidade e os profissionais que ali trabalham foram parte ativa do processo criativo, transformando a pintura mural em um gesto de participação, pertencimento e renascimento. A iniciativa reconstrói muros físicos e simbólicos, como quem planta raízes novas num terreno antes arado pelo estigma.

“O trabalho executado com o mural com um artista de fama internazionale ha smosso la curiosità al punto da far giungere, da parte degli utenti, la richiesta di visita di mostre culturali al centro di Roma”, conta Emanuele Caroppo, diretor substituto da UOC Salute Mentale 6 Distretto. Em outras palavras, a presença da arte acendeu desejos de descoberta, aproximando os usuários do pulso cultural da cidade e abrindo janelas para o mundo exterior.

O diretor do Departamento de Saúde Mental da ASL Roma 2, Massimo Cozza, explica que a iniciativa se insere no contínuo compromisso com a humanização dos cuidados: ações que colocam a pessoa no centro e que transformam o cuidado em convivência, aprendizagem e expressão.

Ver o mural é sentir a cidade respirar junto: cores que aparecem como estações que mudam, imagens que conversam com memórias e desejos — uma colheita de hábitos que nutre tanto a mente quanto o corpo. Para os envolvidos, cada pincelada teve função terapêutica: oferecer sentido, estimular relações e devolver ao espaço comunitário um caráter de casa comum.

Diavù, conhecido no panorama da street art internacional, trouxe sua linguagem visual para um ambiente de cuidado, evidenciando como a arte pública pode ser uma ferramenta de inclusão e bem-estar. A ação também reforça a ideia de que a saúde mental não é confinada a clínicas; atravessa praças, muros e trajetos urbanos, encontrando modos de cura naquilo que a cidade oferece.

O mural na Comunità Basaglia di Salone é, portanto, mais do que uma homenagem a Basaglia — é um lembrete vivo de sua luta contra os manicômios e de sua aposta na dignidade e na liberdade das pessoas com sofrimento mental. É o tipo de gesto que recupera a capacidade de surpreender e reconectar, como se a parede, ao ser colorida, devolvesse também voz e movimento àquela comunidade.

Num tempo em que as rotinas se assemelham a estações repetidas, iniciativas assim lembram que o cuidado também é tecido por encontros e imagens; que a cidade e seus ritmos podem ser aliados da cura. O mural inaugura hoje um diálogo — e, espera-se, uma colheita de novas iniciativas culturais que continuem a nutrir o percurso terapêutico dos usuários.