ISS recomenda ultrassom no primeiro trimestre e amplia triagem cromossômica na gravidez fisiológica

ISS atualiza diretriz: ultrassom no primeiro trimestre, triagem cromossômica universal e monitorização do crescimento fetal por altura uterina.

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ISS recomenda ultrassom no primeiro trimestre e amplia triagem cromossômica na gravidez fisiológica

Por Alessandro Vittorio Romano — ROMA, 04 de março de 2026. O Istituto Superiore di Sanità (ISS) publicou a terceira parte da atualização da diretriz "Gravidanza fisiologica", reforçando que o ultrassom no primeiro trimestre deve ser realizado precocemente. A recomendação visa diagnosticar malformações fetais em estágios iniciais e confirmar a datação da gestação, enquanto o exame no terceiro trimestre passa a ser sugerido apenas mediante necessidade clínica.

O documento, elaborado pelo Centro Nazionale per la Prevenzione delle Malattie e la Promozione della Salute (CNaPPS), define indicações, limites e requisitos organizacionais para os exames ecográficos e as estratégias de rastreio, com o objetivo claro de reduzir variabilidade injustificada e práticas inadequadas.

Entre as novidades, o ISS recomenda oferecer a todas as gestantes, independentemente da idade, o rastreio no primeiro trimestre para as anomalias cromossômicas mais frequentes — incluindo a síndrome de Down. As opções mencionadas no texto são o teste combinado e o teste do DNA fetal (cell-free DNA), instrumentos que contribuem para uma triagem mais sensível e segura.

Além disso, a diretriz sugere a medição sistemática da distância entre o fundo do útero e a sínfise púbica — conhecida como altura uterina — em cada avaliação de saúde a partir de 24 semanas de gestação. Essa mensuração simples e acessível serve para monitorar o crescimento fetal e sinalizar desvios que exijam investigação ou intervenção.

O texto enfatiza que a ecografia é uma ferramenta valiosa quando usada de forma apropriada: não como substituto de uma clínica bem orientada, mas como instrumento que ilumina o caminho do cuidado pré-natal. A intenção do ISS é harmonizar práticas, assegurando que todas as mulheres tenham acesso a cuidados baseados em evidências, evitando tanto a subutilização quanto o excesso de exames.

Do meu ponto de vista, enquanto observador das paisagens humanas e dos ritmos que governam o cotidiano, essas recomendações lembram a importância de alinhar o pulso médico ao pulso da vida: como na agricultura que respeita as estações, o cuidado gestacional prospera quando se respeitam os tempos certos para cada gesto. O primeiro trimestre é a primavera do ventre — momento de sondar, datar e proteger o desenvolvimento inicial.

Na prática, a atualização aponta para uma rede de serviços organizada, com procedimentos padronizados e critérios claros de indicação, para que o ultrasonic não seja uma promessa vaga, mas uma ação com finalidade definida. A restrição do exame no terceiro trimestre a situações clínicas específicas também reduz intervenções desnecessárias e focaliza recursos em gestantes que realmente precisam de avaliação adicional.

Em resumo: o ISS, através da terceira parte da diretriz Gravidanza fisiologica, reafirma a centralidade do ultrassom no primeiro trimestre, amplia o acesso ao rastreio de anomalias cromossômicas e reforça a monitorização do crescimento fetal por meio da altura uterina. Medidas pensadas para tornar o cuidado pré-natal mais sensível, equitativo e afinado com os ritmos da vida.