ISS recomenda ultrassom no primeiro trimestre e oferta universal do teste do DNA fetal

ISS recomenda ultrassom no primeiro trimestre e oferta do teste do DNA fetal para todas as gestantes; medição do fundal a partir de 24 semanas.

ISS recomenda ultrassom no primeiro trimestre e oferta universal do teste do DNA fetal

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ISS recomenda ultrassom no primeiro trimestre e oferta universal do teste do DNA fetal

Por Alessandro Vittorio Romano — As novas diretrizes do Istituto Superiore di Sanità (ISS) desenham um roteiro mais precoce e consciente para o acompanhamento da gestação: é recomendada a realização de ultrassom no primeiro trimestre para identificar de forma antecipada possíveis malformações fetais e estabelecer uma datação correta da gravidez, além da ecografia já indicada no segundo trimestre. Esse avanço chega como um sopro de atenção no tempo interno do corpo, oferecendo às famílias a chance de se preparar com mais serenidade para o que virá.

Entre as principais novidades, as diretrizes sugerem também a oferta universal, independentemente da idade materna, do screening do primeiro trimestre para as anomalias cromossômicas mais comuns — incluindo a síndrome de Down. A novidade é a inclusão do teste do DNA fetal (teste de DNA livre circulante fetal) como opção do diagnóstico não invasivo, que se soma ao teste combinado já conhecido.

O documento, produzido pelo Centro Nazionale per la Prevenzione delle Malattie e la Promozione della Salute (CNaPPS) do ISS, dentro do Sistema Nazionale Linee Guida (SNLG), foi apresentado em webinar que reuniu cerca de 850 profissionais de saúde. As autoras das recomendações lembram que detectar algo ainda no primeiro trimestre permite diversas escolhas: preparar-se emocionalmente e logisticamente para o nascimento, avaliar terapias intrauterinas quando disponíveis, programar o parto em centros com recursos neonatais adequados ou, se for o desejo informado do casal, considerar a interrupção voluntária da gravidez.

Como bem observa Serena Donati, responsável científica pela atualização, “o ultrassom é uma ferramenta extraordinária que transformou a assistência obstétrica. No entanto, nem tudo que é tecnicamente possível é clinicamente apropriado, e nem tudo que traz tranquilidade é realmente necessário”. Em tom próximo e claro, Donati chama atenção para a prática corrente na Itália: uma média de seis exames ecográficos por gestação, sem distinção entre gravidezes fisiológicas e patológicas, número muito acima do recomendado pelas diretrizes nacionais e internacionais.

Para quem caminha pela paisagem cotidiana da maternidade, é fundamental que a prática clínica ecoe as evidências científicas. As linhas guia oferecem essa bússola institucional, visando qualidade de assistência, equidade no acesso e sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde.

Outros pontos-chave do documento:

  • Recomendação da ecografia do primeiro trimestre para diagnóstico precoce de malformações e datação da gravidez.
  • Oferta universal do screening das anomalias cromossômicas no primeiro trimestre, com inclusão do teste do DNA fetal.
  • Ênfase no papel do counselling para responder com clareza e completude às necessidades informativas das mulheres sobre exames para anomalias congênitas.
  • Valorização da percepção dos movimentos fetais como indicador de bem-estar fetal.
  • Recomendação da medição da distância fundo- sínfise púbica (altura uterina) em cada avaliação a partir de 24 semanas para monitorar o crescimento fetal.
  • Desaconselhamento da ecografia de rotina no terceiro trimestre, salvo quando houver indicação clínica específica.

Como guia sensível, lembro que a gravidez é um ciclo que mistura expectativas e cuidados práticos — a respiração da cidade se mistura à respiração do corpo. Essas atualizações convidam profissionais e gestantes a cultivar um acompanhamento mais informado e menos protocolares, uma verdadeira colheita de hábitos que nutrem segurança, autonomia e bem-estar.