Farmácias são referência para 8 em cada 10 italianos, aponta relatório Censis
Relatório do Censis com apoio da Federfarma aponta que 8 em cada 10 italianos veem a farmácia como referência essencial da saúde local.
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Farmácias são referência para 8 em cada 10 italianos, aponta relatório Censis
ROMA, 10 de março de 2026 — Redação Espresso Italia
Para oito em cada dez italianos, a farmácia deixou de ser apenas o local onde se retiram medicamentos e se transformou num verdadeiro ponto de referência da saúde local. É o que revela o relatório "La farmacia nella sanità di prossimità. La dispensazione del farmaco nel nuovo modello di assistenza territoriale", elaborado pelo Censis com o apoio de Federfarma e apresentado hoje em Roma.
A pesquisa mostra que 76% dos cidadãos consideram a farmácia um presidio sociosanitário integrado no Serviço Nacional de Saúde, um reconhecimento que traduz a confiança depositada nesses espaços que respiram com a cidade. Mais de 80% (exatamente 80,5%) vê a farmácia como um serviço fundamental no lugar onde vive, um ponto acessível e próximo, capaz de responder a necessidades imediatas e de ser um apoio consistente na jornada de cuidado.
Quando se observa o valor coletivo do serviço, o apreço cresce: quase a totalidade dos entrevistados (97,2%) atribui à farmácia um papel essencial para a comunidade, destacando a continuidade da presença sanitária que esses locais garantem. Além disso, mais de nove em cada dez pessoas (92,8%) reconhecem que as farmácias contribuem para assegurar a continuidade assistencial no território, atuando em sintonia com outras estruturas de saúde.
Esses números desenham uma imagem de proximidade e de confiança — a farmácia como uma árvore de sombra na praça da vizinhança, onde se encontra orientação, pequenas intervenções e o encaminhamento para cuidados mais complexos quando necessário. Não se trata apenas de entregar caixas e bulas, mas de ser um balcão de escuta e de resposta imediata, ancorado na rotina das comunidades.
O relatório do Censis sublinha também o papel da farmácia no novo modelo de assistência territorial, que busca aproximar o sistema de saúde do cidadão, promovendo serviços integrados e contínuos. A presença consolidada das farmácias — reconhecida pela população — abre espaço para uma colheita de práticas de cuidado que privilegiam a prevenção, o acompanhamento e a facilidade de acesso.
Como observador atento das ruas, digo que a farmácia é hoje uma espécie de termômetro social: mede necessidades, acolhe perguntas e oferece pequenas intervenções que aliviam o dia a dia. Na respiração da cidade, essas portas abertas representam uma continuidade afetiva da saúde — um modo gentil de cuidar da coletividade, alinhado ao ritmo das estações e ao tempo interno do corpo.
O estudo reforça um convite à integração: políticas públicas, profissionais e comunidades chamadas a valorizar esse capital de proximidade, transformando a confiança dos cidadãos em práticas estruturadas que fortaleçam a assistência local.