Centenária é operada por fratura do fêmur em San Benedetto del Tronto e inicia reabilitação

Centenária operada por fratura perissintética do fêmur em San Benedetto; paciente está bem e iniciou reabilitação no hospital Madonna del Soccorso.

Centenária é operada por fratura do fêmur em San Benedetto del Tronto e inicia reabilitação

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Centenária é operada por fratura do fêmur em San Benedetto del Tronto e inicia reabilitação

SAN BENEDETTO DEL TRONTO, 10 de março de 2026 — Uma mulher de 100 anos foi submetida a uma cirurgia para correção de uma fratura do fêmur no hospital Madonna del Soccorso, em San Benedetto del Tronto (Ascoli Piceno). O procedimento, realizado pela equipe da unidade de ortopedia e traumatologia do hospital, chamou a atenção tanto pela idade da paciente quanto pela complexidade do caso.

A paciente sofreu uma queda acidental que resultou em uma fratura muito deslocada, descrita pela equipe como uma fratura diafisária perissintética do fêmur — ou seja, uma fratura ocorrida ao redor de um meio de síntese previamente implantado em 2017, quando foi tratada de uma fratura pertrocantérica. A presença desse material de síntese torna o tratamento conservador, sem cirurgia, raramente viável.

“As fraturas ao redor de próteses ou de meios de síntese, como parafusos, hastes ou placas, têm se tornado cada vez mais frequentes nos últimos anos. É quase sempre impossível tratá-las de forma incruenta porque os implantes já presentes constituem um obstáculo à cicatrização óssea normal”, explica o diretor em exercício da unidade de ortopedia e traumatologia, Riccardo Chiappini. Segundo ele, esses casos representam desafios cirúrgicos significativos, exigindo planejamento cuidadoso e técnicas específicas.

Operada nos dias recentes, a centenária encontra-se em boas condições clínicas e já iniciou o percurso de reabilitação no hospital. A rápida mobilização e o início precoce da fisioterapia são passos essenciais para reduzir complicações associadas à imobilidade em idades avançadas, preservando a autonomia e a qualidade de vida — como quem mantém o ritmo de uma cidade que respira, mesmo quando o inverno aperta.

Do ponto de vista humano, é comovente ver pessoas que cruzaram um século retomando, com auxílio médico, a sua caminhada. A cirurgia e a reabilitação não são apenas atos técnicos: são uma reabilitação do tempo interno do corpo, uma pequena colheita de hábitos que pode florescer novamente com paciência e cuidados.

O caso ilustra duas tendências em saúde ortopédica: o envelhecimento ativo da população e o aumento de intervenções prévias que, ao mesmo tempo em que ajudam a recuperar mobilidade, podem complicar fraturas futuras. Para os profissionais, cada paciente é como uma paisagem única — raízes e cicatrizes que exigem sensibilidade e técnica para que o terreno volte a ser fértil.

A equipe médica do hospital Madonna del Soccorso permanece vigilante sobre a evolução do pós-operatório e sobre os passos da reabilitação, com a expectativa de que a paciente continue respondendo bem ao tratamento e recupere o máximo de independência possível.

Redação Espresso Italia — Alessandro Vittorio Romano