Meloni: Itália não está em guerra, mas pode sofrer consequências do conflito no Irã

Meloni: Itália não está em guerra com o Irã, mas pode sofrer consequências; governo mobilizado em segurança e controla preços para evitar especulação.

Meloni: Itália não está em guerra, mas pode sofrer consequências do conflito no Irã

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Meloni: Itália não está em guerra, mas pode sofrer consequências do conflito no Irã

Em entrevista ao programa Fuori dal coro na Retequattro, a primeira-ministra Giorgia Meloni afirmou com clareza que a Itália "não é parte do conflito" no Irã e não pretende tornar-se participante direto. Ainda assim, advertiu que o país pode ser afetado pelas repercussões do episódio, tanto no plano interno quanto no econômico.

"Confirmo, a Itália não é parte del conflitto e não intende esserne parte", disse a premiê, lembrando que, embora não haja neste momento riscos específicos, o governo está "mobilitatissimo" para a segurança interna. "Não há alarmes particulares neste momento, mas, por prevenção, estamos fortemente mobilizados", acrescentou.

Meloni também dirigiu críticas à oposição: "O país quer diplomacia e retorno ao diálogo; pergunto-me se este é o momento para fazer polemica spicciola", afirmou, pedindo responsabilidade em dias difíceis para as famílias e as empresas. A mensagem é clara: não transformar uma crise externa em disputa política doméstica que agrave a situação.

Na linha da proteção econômica, a premiê se declarou "determinada a evitar que a especulação explore a crise sobre as costas das famílias e das empresas". Como medidas preventivas, não excluiu a possibilidade de aumentar impostos sobre empresas que sejam flagradas em práticas especulativas, destinando os recursos à compensação de contas de energia e combustíveis.

Sobre o setor energético, Meloni confirmou que está em estudo o mecanismo das accise mobili para a gasolina, proposta que já chegou a ser mencionada também pela oposição. A Autorità dell'energia ativou uma task force e, segundo a premiê, "acredito que já amanhã teremos os primeiros relatórios para monitorar o preço da energia". Paralelamente, o chamado "mister Prezzi", coordenado pelo ministro Urso, foi posto em ação para identificar aumentos injustificados em combustíveis e bens alimentares.

No plano internacional, Meloni reagiu ao comentário do ministro da Defesa, Guido Crosetto, que qualificou a ação entre EUA e Israel como fora do direito internacional. "Compartilho o que disse o ministro Crosetto: estamos diante de um quadro em que objetivamente saltaram as regras do direito internacional", declarou Meloni, embora tenha ponderado não ter elementos suficientes para uma posição categórica. Observou também que, com exceção do primeiro-ministro espanhol, "ninguém na Europa condenou a iniciativa" nem participa do conflito.

Em outro trecho da entrevista, a premiê defendeu a reforma da magistratura, voltada, segundo ela, a enfrentar a "degeneração ideológica" de parcelas do sistema judicial organizadas em correntes políticas e ideologizadas. "A reforma atua na raiz do problema: queremos um sistema livre e meritocrático, com pessoas que não tenham de dizer 'obrigado' a ninguém e possam agir segundo sua consciência", explicou. Para Meloni, trata-se de criar alicerces institucionais que garantam independência e transparência, derrubando barreiras que misturam política e Justiça.

Como correspondente interessado nas conexões entre decisões de Roma e o impacto na vida cotidiana, observo que o governo tenta construir uma ponte entre gestão de crise externa e proteção social interna: medidas de vigilância, controles de preço e reformas institucionais pensadas para preservar o equilíbrio republicano. Resta ver se esses alicerces resistirão às pressões políticas e econômicas que se seguem ao conflito. A vigilância pública, em especial sobre práticas de mercado, será decisiva para que as famílias não arqueem com o peso da caneta alheia.