Governo avalia 'alíquota móvel' para conter alta dos preços da energia e dos combustíveis
Governo discute ajuste na alíquota móvel para frear alta dos preços da energia e dos combustíveis; Meloni participa de videoconferência com líderes europeus.
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Governo avalia 'alíquota móvel' para conter alta dos preços da energia e dos combustíveis
Às 17h10, no Palazzo Chigi, teve início o Conselho de Ministros. No centro do encontro está a preocupação com o impacto na vida cotidiana da população pelo aumento dos custos energéticos, mas os provvedimentos mais esperados — sobre as acisas móveis dos combustíveis e o Plano Casa — não constam, por ora, na ordem do dia.
Segundo fontes governamentais consultadas, permanecem em curso aprofundamentos técnicos para avaliar se o mecanismo da alíquota móvel, adotado quando os preços explodiram em razão da guerra na Ucrânia, é adequado à nova conjuntura. A alternativa pode passar por adaptações desse instrumento ou pela adoção de um mecanismo diferente. Por essa razão, o decreto sobre os preços dos combustíveis foi retirado da pauta: o governo considera necessário ganhar tempo para concluir as análises.
Ao final do Conselho, a presidente do Conselho, Giorgia Meloni, participará de uma videoconferência convocada por Itália, Alemanha e Bélgica com líderes europeus para atualizar o quadro sobre simplificação administrativa e energia, num contexto de escalada de preços atribuída ao conflito no Irã e no Golfo. O formato remete ao encontro de Meloni com Friedrich Merz e Bart De Wever, realizado durante a reunião informal sobre competitividade, em 12 de fevereiro, em Alden Biesen.
No rol de matérias discutidas hoje figura o esquema de projeto de lei para a ratificação e execução do acordo de parceria económica interina entre a Costa do Marfim e a União Europeia, assinado em Abidjan (26 de novembro de 2008) e em Bruxelas (22 de janeiro de 2009). Também consta a ratificação do acordo de coprodução cinematográfica entre Itália e China, firmado em Pequim em 2 de fevereiro de 2026.
O Conselho ajusta ainda o esquema de decreto legislativo para transpor a diretiva UE relativa à prevenção e repressão do tráfico de seres humanos e à proteção das vítimas. Entre as prioridades legislativas está a atualização das medidas que os Estados-membros devem adotar para prevenir o uso do sistema financeiro para fins de branqueamento de capitais ou financiamento do terrorismo, com alteração da diretiva (UE) 2019/1937.
Outros pontos da agenda: o decreto legislativo para recepção de normas sobre acordos de delegação, gestão do risco de liquidez, obrigação de comunicação para fins de vigilância, serviços de custódia e depositário, e concessão de empréstimos por fundos de investimento alternativos. Há também o regulamento que altera o decreto do Presidente do Conselho de Ministros n.º 186 (30 de outubro de 2023), relativo à reorganização do Ministério das Infraestruturas e dos Transportes.
Finalmente, o Cdm prevê a aprovação do programa de ação para a promoção dos direitos e da inclusão das pessoas com deficiência, conforme o artigo 3.º, comma 5, da lei de 3 de março de 2009, n.º 18. O decreto sobre Infraestruturas deverá retornar ao Conselho após as correções solicitadas pela Ragioneria.
Como repórter dedicado a traduzir as decisões de Roma para o cotidiano dos cidadãos, observo que o governo caminha agora sobre um canteiro de obras legislativas onde cada ajuste — da alíquota móvel às normas de segurança financeira — mexe diretamente com o bolso e com a proteção social da população. É preciso acompanhar os próximos passos com rigor: a arquitetura dessas medidas definirá alicerces ou lacunas na proteção de quem sente primeiro o peso da caneta no preço do combustível.