Primeiras mulheres ranger Jahai na Malásia: Suzana e Milah se unem ao Project Stampede para proteger as tigres
Suzana e Milah, primeiras mulheres ranger Jahai no Project Stampede na Malásia, reforçam proteção às tigres e inspiram conservação inclusiva.
RESUMO ✦
Sem tempo? A Lili IA resume para você
Primeiras mulheres ranger Jahai na Malásia: Suzana e Milah se unem ao Project Stampede para proteger as tigres
Em um marco que ilumina caminhos para a conservação inclusiva, duas indígenas da comunidade Jahai — Suzana binti Ali e Risslin binti Kamarollah, conhecida como Milah — foram oficialmente incorporadas à equipe de patrulhamento anticaça furtiva do Project Stampede na Malásia. A entrada das duas mulheres foi celebrada no Dia Internacional da Mulher (8 de março) como símbolo de um renascimento cultural que semeia oportunidade e responsabilidade ambiental.
O Project Stampede, apoiado pelo WWF Malásia e pelo Maybank, atua na linha de frente contra a caça furtiva e no esforço por proteger a fauna silvestre, com atenção especial às tigres, espécie em risco crítico — hoje com menos de 150 exemplares adultos em liberdade, um declínio drástico frente aos cerca de 3.000 registrados na década de 1950. A soma de saberes tradicionais e técnicas modernas de monitoramento promete iluminar novos caminhos para a preservação desses felinos.
Suzana assume a coordenação das programações de patrulha e a elaboração de relatórios sobre a fauna silvestre, documentos essenciais para analisar ameaças e causas de mortalidade. “Tornar-me ranger não é escolha fácil: exige coragem e dedicação. Espero contribuir para proteger a floresta e o patrimônio do nosso povo”, disse ela, trazendo a voz de sua comunidade para o centro das decisões.
Milah, por sua vez, apoia as atividades de reporting e é responsável pela gestão das fototrampas — ferramentas fundamentais para detectar presença de espécies e atividade humana na mata. “A floresta é a minha segunda casa. Ser uma das primeiras mulheres ranger é um convite para que outras acreditem em si mesmas”, afirmou, ressaltando a forma de vida nômade do povo Jahai, que vive nas florestas da Península Malaia e na fronteira com a Tailândia, sustentando-se pela caça, pesca e coleta.
Do mesmo modo que se acendem pequenas lanternas no horizonte da proteção ambiental, essa iniciativa mostra como a inclusão fortalece práticas de manejo sustentável e monitoramento de campo. O reconhecimento do saber indígena, aliado a recursos institucionais, tece laços sociais que protegem tanto a biodiversidade quanto os modos de vida tradicionais.
Uma boa notícia também chega do cenário europeu: entre as 12 mulheres escolhidas pelo Secretariado da Convenção de Ramsar — destacadas pela nossa cobertura na Espresso Italia — está a italiana Stefania D'Angelo, diretora da Oasi WWF e Reserva Natural do Lago Preola e Gorghi Tondi, em Trapani. Essas líderes demonstram, em diferentes geografias, que a presença feminina é crucial para a sustentabilidade a longo prazo das zonas úmidas e de ecossistemas vitais.
Como curadora de progresso da Espresso Italia, vejo nesses movimentos uma luz que revela novos caminhos: integrar perspectivas indígenas e protagonismo feminino na conservação não é apenas justiça social, é uma estratégia prática para garantir um horizonte límpido para as próximas gerações.