Itália busca recuperação em Vicenza: Azzurre enfrentam Dinamarca nas qualificações para a Copa
Itália enfrenta Dinamarca em Vicenza nas qualifiers do Mundial feminino; Soncin pede coragem, solidez e confiança para as Azzurre às 18h15 na Rai 2.
Do estádio Romeo Menti, em Vicenza, a seleção feminina da Itália entra em campo para a segunda partida das qualificações para o Mundial, contra a Dinamarca (hora: 18h15, transmissão ao vivo pela Rai 2). No histórico entre as equipes, as Azzurre somam apenas cinco vitórias em 19 confrontos, um dado que exige prudência e estratégia no tabuleiro.
Após a derrota por margem mínima diante da Suécia, a tarefa hoje é clara: recuperar pontos e reacender a ambição pelo primeiro lugar do Grupo 1. Uma vitória reabriria o corredor de acesso à liderança do grupo, reconfigurando as linhas de influência num torneio que culminará, conforme o calendário, com a fase final no Brasil em pouco mais de um ano.
O técnico Andrea Soncin tem repetido, com a calma de um estrategista, três pilares para a partida: coragem, solidão — entendida aqui como solidez defensiva — e confiança. Em Coverciano, Soncin frisou que a equipe conhece bem a adversária, mas que o foco primordial é a própria seleção: "Conosciamo bene le nostre avversarie ma pensiamo soprattutto a noi", disse. A lição é clássica da diplomacia esportiva: reconhecer o mapa do oponente sem perder os próprios alicerces.
Do ponto de vista tático, há aspectos a aprimorar em comparação ao último jogo. Soncin sublinhou a necessidade de uma análise lúcida e equilibrada após o revés — postura que evita decisões impulsivas e privilegia ajustes metódicos. Nesta fase das qualificações, cada partida é um movimento decisivo no tabuleiro; um passo em falso pode reabrir fronteiras invisíveis de vantagem para rivais mais consistentes.
Em campo, as Azzurre deverão conciliar a iniciativa ofensiva com uma organização compacta entre linhas. A Dinamarca, historicamente uma adversária de porte técnico e físico, exige leitura precisa das transições e disciplina posicional. A solidez no meio-campo e as saídas coordenadas pelos flancos podem ser os alicerces para transformar posse de bola em oportunidades concretas.
Para o observador com visão estratégica, este encontro em Vicenza apresenta-se como um pequeno teste de tectônica de poder dentro do grupo: quem consolidar confiança e estabilidade mental terá mais probabilidade de comandar o nó decisório rumo ao Mundial. A partida, embora singular, insere-se num plano de longo prazo, onde cada ajuste é parte do desenho maior para projetar as Azzurre entre as favoritas quando o calendário apontar para o Brasil.
Em suma, a Itália procura mais do que três pontos: procura restabelecer equilíbrio, demonstrar maturidade tática e enviar um claro sinal de intenção no grupoeamento. A atmosfera do Romeo Menti e a cobertura da Rai 2 completarão o cenário onde esta jogada será executada.