Conflito no Golfo: novos ataques a petroleiros, bombardeio em Beirute e míssil atinge base italiana em Erbil

Guerra entre Irã, EUA e Israel no 13º dia: ataques a petroleiros no Golfo, bombardeio em Beirute e míssil atinge base italiana em Erbil.

Conflito no Golfo: novos ataques a petroleiros, bombardeio em Beirute e míssil atinge base italiana em Erbil

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Conflito no Golfo: novos ataques a petroleiros, bombardeio em Beirute e míssil atinge base italiana em Erbil

Por Marco Severini — Em seu 13º dia, a confrontação aberta entre Irã, Estados Unidos e Israel continua a redesenhar linhas de pressão no tabuleiro estratégico do Oriente Médio. Neste 12 de março de 2026, a crise evolui com ataques navais no Golfo Pérsico, um bombardeio devastador em Beirute e um míssil que atingiu a área da base militar italiana em Erbil, no Curdistão iraquiano.

Fontes de defesa e relatórios de mídia indicam que uma porta-contêiner foi atingida nas imediações de Jebel Ali, nos Emirados Árabes Unidos, sem feridos imediatos relatados. Em paralelo, pelo menos um membro da tripulação morreu após um ataque atribuído a forças iranianas contra duas petroleiras aproximadamente 50 quilômetros da costa do Iraque — um episódio que eleva ainda mais o risco para as rotas comerciais e para a segurança do transporte marítimo regional.

No Líbano, um ataque aéreo lançado por Israel atingiu o calçadão de Ramlet al-Baida, em Beirute, resultando em 11 mortos e cerca de 30 feridos. A intensidade do bombardeio sobre uma zona urbana reacende temores sobre a escalada humanitária e os efeitos colaterais sobre civis e infraestruturas essenciais.

Em Bagdá e nas representações diplomáticas, circulam imagens e relatos de um míssil que caiu na área onde está localizada a base italiana de Erbil. O ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, declarou que, segundo as informações disponíveis, “todos os nossos militares estão seguros nos bunkers” e que não há vítimas entre as forças italianas. A rápida comunicação das autoridades italianas evita pânicos de curto prazo, mas não diminui a gravidade do incidente.

Na esfera política internacional, o ex-presidente Donald Trump afirmou que o Irã estaria "próximo da derrota" — uma declaração que funciona como um movimento retórico: busca consolidar uma narrativa de vantagem estratégica, mas também alimenta a sensação de que as opções militares permanecem sobre a mesa. Enquanto isso, os mercados globais vigiam com apreensão a continuidade dos ataques ao tráfego marítimo e os possíveis choques na cadeia de suprimentos e nos preços de energia.

Do ponto de vista geopolítico, assistimos a uma tectônica de poder que não se limita a confrontos localizados: trata-se de um redesenho de fronteiras de influência, onde cada ataque é um lance em um tabuleiro mais amplo. A medida em que as operações se multiplicam — marítimas, aéreas e de artilharia — aumentam os riscos de erro de cálculo e escalada involuntária.

As próximas horas serão determinantes para entender se haverá contenção diplomática ou se o conflito se aprofundará com novas ações contra infraestrutura civil e militar. Em termos práticos, a proteção de rotas navais comerciais e a segurança de contingentes internacionais permanecem como prioridades operacionais que irão moldar as decisões dos atores externos.

Como analista, mantenho atenção redobrada aos movimentos de aliados regionais e às comunicações entre capitais: ali estão os sinais que poderão estabilizar ou agravar a já frágil arquitetura da paz.