Queda de mortes no trabalho em janeiro de 2026 é sinal positivo, diz Paolo Capone (UGL), mas vigilância é essencial
INAIL registra 27 mortes no trabalho em jan/2026; Paolo Capone (UGL) vê sinal positivo, mas alerta: prevenção e combate ao trabalho negro seguem essenciais.
RESUMO ✦
Sem tempo? A Lili IA resume para você
Queda de mortes no trabalho em janeiro de 2026 é sinal positivo, diz Paolo Capone (UGL), mas vigilância é essencial
06 de março de 2026 — Os dados divulgados pelo INAIL sobre os acidentes mortais de trabalho em janeiro de 2026 mostram uma redução relevante: foram registradas 27 denúncias de acidente de trabalho com desfecho fatal, 18 a menos que as 45 contabilizadas em janeiro de 2025. Em termos de tendência, trata-se de um sinal de discontinuidade que, embora encorajador, exige leitura cautelosa e ação continuada.
Em comentário oficial, Paolo Capone, Secretário-Geral da UGL, qualificou o resultado como "um primeiro sinal" de avanço, mas salientou que não se pode baixar a guarda. "Cada morte no trabalho é uma derrota para a coletividade", afirmou Capone, lembrando que a queda é reflexo, entre outros fatores, do reforço de quadros nos órgãos de fiscalização e do aumento dos investimentos em segurança.
A análise territorial revela variações regionais significativas: registraram-se quedas notáveis na Puglia e na Umbria (-4 em ambas), enquanto Calabria, Piemonte e Lombardia apontaram diminuições de -3 cada. Por outro lado, os poucos aumentos concentraram-se na Sicilia (+2) e em pequenas subidas de +1 no Lazio, Emilia Romagna, Friuli Venezia Giulia e Liguria. Esses movimentos regionais sublinham a necessidade de calibragem fina das políticas públicas, com atenção às especificidades locais.
Como economista com foco em alta performance, observo que a segurança do trabalho funciona como o motor que sustenta a produtividade: sem um bloco mecânico bem ajustado, a aceleração sustentável do mercado de trabalho fica comprometida. A leitura correta desses números exige manter os "freios fiscais" e os instrumentos de fiscalização afinados, enquanto se acelera a difusão de uma cultura de prevenção.
Capone acrescenta que é fundamental combater com decisão o trabalho negro, frequentemente associado a condições de proteção insuficiente para os trabalhadores. Nesse sentido, a implementação dos Índices Sintéticos de Affidabilità Contributiva (Isac) representa um passo concreto. O decreto que institui o mecanismo já foi aprovado e houve o envio das primeiras comunicações às empresas dos setores de venda alimentar por atacado e do setor hoteleiro e receptivo.
Segundo Capone, o instrumento dos Isac poderá favorecer a emersão da evasão contributiva e, simultaneamente, proteger as empresas que atuam de forma correta, hoje penalizadas pela concorrência desleal de operadores que não respeitam as regras. Esse equilíbrio — incentivo à regularidade sem asfixiar empresas corretas — é essencial para a construção de um mercado de trabalho mais justo e eficiente.
Concluo ressaltando que a queda dos acidentes fatais em janeiro de 2026 é uma boa notícia, mas não um ponto de chegada. É um indicador inicial que deve ser integrado em uma estratégia contínua de prevenção, fiscalização e combate ao trabalho informal. Em termos de política pública e gestão empresarial, a chave está em transformar sinais positivos em tendência sustentável por meio de políticas bem desenhadas e de execução rigorosa — a verdadeira calibragem de uma economia que quer acelerar sem perder segurança.