Paridade de gênero nas STEM: Schifone (FdI) pede mais presença feminina na ciência e no trabalho

Marta Schifone defende mais mulheres nas STEM e no mercado de trabalho; exposição #100esperte no Senado destaca rostos e oportunidades para jovens cientistas.

Paridade de gênero nas STEM: Schifone (FdI) pede mais presença feminina na ciência e no trabalho

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Paridade de gênero nas STEM: Schifone (FdI) pede mais presença feminina na ciência e no trabalho

Por Chiara Lombardi — A discussão sobre paridade de gênero nas escolhas educacionais e profissionais volta a ganhar espaço no cenário público italiano, e com razão. A deputada Marta Schifone, do partido Fratelli d'Italia, destacou a necessidade de reforçar a presença feminina nas disciplinas técnico-científicas — as chamadas STEM — e no mercado de trabalho, durante a promoção da mostra fotográfica da Fondazione Bracco no Senado: "Una vita da scienziata – I volti del progetto #100esperte".

Schifone aponta para um problema que é tanto estrutural quanto simbólico: existe um profundo divórcio entre meninas e áreas científicas, um abismo que se constrói cedo, nas escolhas escolares, e se consolida nas trajetórias profissionais. "A ciência, além de ser maravilhosa, está repleta de oportunidades no mundo do trabalho, podendo garantir um futuro de realização também do ponto de vista salarial", disse a deputada — uma mensagem que precisa ser amplificada para além dos corredores institucionais.

Enquanto observadora cultural, enxugo essa questão como se fosse um roteiro: as narrativas que contamos sobre quem pertence à ciência moldam o elenco que entra em cena. A mostra "Una vita da scienziata" funciona como um espelho cultural — um conjunto de retratos que busca reescrever a semântica do que significa ser cientista, oferecendo rostos e histórias que desafiam estereótipos e inspiram escolhas concretas.

Reforçar a presença feminina nas STEM não é apenas uma demanda de justiça social: é uma questão de inteligência coletiva. Países que conseguem integrar perspectivas diversas nas ciências e tecnologias ampliam seu capital inovador e competitivo. Do mesmo modo que um filme se beneficia de olhares múltiplos para contar uma história mais rica, a ciência vence quando abre espaço para vozes diversas.

O projeto #100esperte da Fondazione Bracco, celebrado no Senado, é uma iniciativa que se insere nesse reframe da realidade: colocar mulheres cientistas no foco público ajuda a desconstruir vias de exclusão e a criar um imaginário possível para as novas gerações. A presença política, como a de Schifone, reforça o argumento de que as políticas públicas e as iniciativas culturais precisam caminhar juntas para transformar acesso em permanência e ascensão.

Em suma, a mensagem é dupla e clara: comunicar que a ciência é atraente e promissora, e articular medidas que estimulem o ingresso e a progressão das mulheres no mercado laboral e nas áreas técnico-científicas. É um convite para que a sociedade reveja o roteiro e permita que mais protagonistas femininas ocupem o palco da inovação.

Como num bom filme europeu, onde cada plano carrega uma carga de memória e contexto, a transformação exigida aqui pede paciência, estética e estratégia — e, sobretudo, a coragem de mudar a narrativa sobre quem pode ser cientista.