Pechino Express 2026 estreia: rota pelo Leste, pilotos da viagem e as duplas que prometem mexer com o jogo
Pechino Express 2026 estreia: rota Indonésia-China-Japão, Costantino e novas duplas em uma edição que mistura competição e imersão cultural.
RESUMO ✦
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Pechino Express 2026 estreia: rota pelo Leste, pilotos da viagem e as duplas que prometem mexer com o jogo
Hoje, 12 de março, estreia a nova edição de Pechino Express — transmitida com exclusividade pelo Sky Uno e em streaming apenas no NOW. A partir desta temporada, o reality show desenha uma rota ambiciosa rumo ao Oriente: um percurso que atravessa Indonésia, China e Japão, com chegada prevista em Kyoto. O mapa de viagem promete não apenas paisagens espetaculares, mas também um espelho do nosso tempo, onde deslocamento e identidade se encontram em cada estação.
À frente da expedição está o capitão de sempre, Costantino della Gherardesca, que nesta edição ganha reforço inédito: três enviados locais, um para cada país visitado — Lillo Petrolo, Giulia Salemi e Guido Meda. Essa configuração amplia a dimensão documental do programa, transformando o desafio em um diálogo mais profundo com as culturas atravessadas, uma espécie de roteiro oculto da sociedade asiática visto pela lente do entretenimento.
O trajeto levará as duplas por cenários tão diversos quanto as ilhas de Bali e Java, as vastidões chinesas e o Japão tradicional e urbano, compondo um itinerário onde competição e imersão cultural se cruzam. Nesta temporada, o “extremo” do título se manifesta tanto na logística das provas quanto na experiência sensorial e simbólica que os participantes enfrentarão.
Entre os competidores, algumas duplas estão cercadas de expectativa: Biagio Izzo e Francesco Paolantoni formam os ‘Spassusi’, encontros de comédia que prometem trazer a leveza e o humor genuíno para os percalços da viagem. Izzo, com sua risada contagiante, é figura carimbada do teatro e do cinema italianos; Paolantoni, com seu humor labiríntico e experimental, acrescenta uma camada de imprevisibilidade cênica ao duo.
Chanel Totti e Filippo Laurino são apresentados como ‘I raccomandati’. Crescida sob os holofotes por ser filha de figuras famosas — Francesco Totti e Ilary Blasi — Chanel construiu identidade própria como tiktoker e influenciadora. Filippo, videomaker e recém-formado em video design, traz ao par sensibilidade estética e um olhar de criador, elementos que podem se transformar em vantagem em provas que exigem narrativa e imagética.
Outra dupla que atraí olhares é a de Jo Squillo e Michelle Masullo, apelidadas de ‘Le DJ’. A relação entre ambas, definida como de mãe e filha eletiva, atravessa gerações e linguagens — da cena punk milanesa e do Festival de Sanremo até a cultura de clubes e DJing internacional. Juntas, carregam um repertório cultural que pode traduzir-se em estratégias de convivência e comunicação com públicos diversos.
A edição também reúne figuras do esporte e da performance, como a dupla formada por Fiona May e Patrick Stevens, apelidada de ‘I veloci’, trazendo ao programa não só competitividade física, mas também histórias de formação transnacionais que conversam com os territórios visitados.
Mais do que um jogo de resistência, esta edição de Pechino Express se apresenta como um laboratório de encontros: entre tradições locais e identidades globais, entre a comédia popular e a experimentação performática. Como observadora deste Zeitgeist, vejo o reality como um microcosmo onde se revela o roteiro oculto da mobilidade contemporânea — uma narrativa que nos convida a pensar o que levamos, o que deixamos e o que nos transforma quando cruzamos fronteiras.
Para quem acompanha a estreia hoje, a promessa é uma temporada carregada de paisagens memoráveis, desafios imprevisíveis e um leque humano que pode ressoar tanto pela emoção quanto pela reflexão cultural. Afinal, viajar na televisão nunca foi apenas viajar: é também tradução, confronto e reencontro com o outro.