Francesco Da Vinci responde a Eros Ramazzotti sobre o arranjo de 'Per sempre sì': 'Feito por Mark e Kremont'
Francesco Da Vinci responde a Eros Ramazzotti sobre o arranjo retrô de 'Per sempre sì' e defende o legado de Sal Da Vinci.
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Francesco Da Vinci responde a Eros Ramazzotti sobre o arranjo de 'Per sempre sì': 'Feito por Mark e Kremont'
Em uma conversa que parece mais um corte de cena do roteiro cultural que vivemos, Francesco Da Vinci subiu ao microfone — ou melhor, ao estúdio da televisão — para defender o legado e a estética musical do pai. Convidado do programa La volta buona na Rai1, apresentado por Caterina Balivo, Francesco falou sobre lembranças pessoais, desafios e, claro, sobre a polêmica que se seguiu à vitória de Per sempre sì no Festival de Sanremo.
A controvérsia começou com um comentário de Eros Ramazzotti, que qualificou o som do vencedor como um arranjo retrô — uma assinatura sonora que, para ele, lembra um certo tom vintage, na trilha de referências como Se bruciasse la città, e que talvez não representasse totalmente a Itália numa arena como o Eurovision. A réplica de Francesco foi medida, bem-humorada e estratégica: lembrou que o arranjo foi assinado por Mark e Kremont, a mesma dupla responsável pelo último single de verão de Jovanotti. "Talvez tenham que se atualizar um pouco?", disse, em tom de brincadeira, antes de amenizar e reconhecer a autoridade do colega.
É preciso notar a elegância do gesto. Francesco não partiu para a hostilidade; ele posicionou a defesa dentro de um quadro mais amplo — o da história familiar e dos valores que lhe foram transmitidos. Em um relato que alternou memória afetiva e revelações pessoais, contou sobre a meningite que teve aos 12 meses de idade e sobre uma adolescência marcada por sacrifícios e princípios. Nesse ponto, a defesa a proteger Sal Da Vinci deixou de ser apenas uma retórica pública e virou um gesto filial: a preservação de um repertório e de uma ética artística que resistem ao ruído das tendências.
Ao final, Francesco reconheceu o peso das palavras do cantor romano, qualificando-o com justiça: "Eros é um gigante da música, pode dizer o que quiser". Essa pausa, esse aceno de respeito, é emblemática do que chamo de um "reframe" cultural: não se trata apenas de elogiar ou criticar uma canção, mas de ler no arranjo, na escolha timbrística e nas referências, as pulsações de uma época.
O episódio expõe algo maior que uma disputa sobre sonoridades: evidencia como o diálogo entre gerações na música italiana funciona como um espelho do nosso tempo — um eco entre tradição e atualização, memória e reinvenção. E, como em todo bom roteiro, a cena segue aberta, com o público decidindo qual tomada ecoará mais fundo.
Data do episódio: 9 de março de 2026. Na sala de edição da cultura pop, a peça segue em montagem.