Policial detido por morte em Rogoredo: arma contém apenas DNA de Carmelo Cinturrino, diz investigação
Investigação aponta ausência de DNA da vítima na arma e fundamenta pedido de prisão por homicídio voluntário contra Cinturrino.
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Policial detido por morte em Rogoredo: arma contém apenas DNA de Carmelo Cinturrino, diz investigação
A Polícia de Estado de Milão cumpriu o fermo decretado pela Procuradoria contra o assistente-chefe de polícia Carmelo Cinturrino, acusado de omicídio voluntário de Abderrahim Mansouri, morto em 26 de janeiro no chamado "boschetto" de Rogoredo. O caso já entrou em fase de prisão cautelar, segundo o despacho do Ministério Público.
Fontes da investigação informam que o decreto de prisão aponta risco concreto de fuga: na posse de Cinturrino foram localizados diversos “alloggi” — acomodações ou pontos de apoio que poderiam facilitar o deslocamento do agente. A solicitação ao juiz de confirmação do ferma, assinada pelo sostituto Giovanni Tarzia e pelo Procurador Marcello Viola, ressalta também o risco de inquinamento probatório, a possibilidade de reiterazione di reati e a periculosidade social do indagato, descrita como emergente e "preoccupante" a partir do conjunto probatório.
As perícias técnicas sobre a arma apreendida são destacadas no ato de prisão: não foram identificati sulla pistola tracce genetiche riferibili alla vittima. Ao contrário, foram rinvenute tracce biologiche riconducibili all'assistente capo sulle parti esterne dell'arma — in particolare sulla guancia destra, sul grilletto/ponticello, sul cane e sul dorso dell'impugnatura. O relatório pericial, conforme a peça acusatória, indicaria que Mansouri "não chegou a impugnare l'arma"; já Cinturrino teria manuseado l'arma in modo tale da lasciarvi tracce in più punti.
O interrogatório do policial está marcado para amanhã, 24 de fevereiro, perante o gip Domenico Santoro, que decidirá sobre a convalidação do ferma e eventual aplicação de custódia cautelar em carcere. Cinturrino é assistido pelo advogado Piero Porciani.
No núcleo probatório, os procuradores relatam o depoimento de um testimone oculare — identificado como um cidadão afegão presente no boschetto na tarde do fato — que descreveu Mansouri inicialmentee impegnato em una conversazione telefonica. O testemunha teria dito que, ao perceber a presença dos policiais, o homem os teria minacciati e, da distanza di circa 28 metri, avrebbe compiuto il gesto di lanciare una pietra. Quando um dos agentes teria estratto l'arma, o acusado teria girado o corpo para a esquerda, em direção à vegetação, numa tentativa de fuga, e em seguida teria sido colpito por um projétil na cabeça, caindo em posição prona.
Os promotores registram que essa versão encontrou parziale conferma em dichiarazioni rese da difesa de un altro teste e que outro testemunho — que diz ter sido in chiamata whatsapp com Mansouri no momento do colpo — também foi escutado. Ainda assim, a narrativa de legittima difesa apresentada pela defesa de Cinturrino, segundo o Ministério Público, é contestada por diversos elementos: a posição do corpo da vítima no momento do disparo; a ausência de arma em poder de Mansouri que configurasse uma ameaça concreta; a dinâmica da queda e a tempestividade da chiamata ai soccorsi.
Em suma, o quadro probatório reunido até agora, segundo a Procuradoria de Milão, aponta para uma serie di elementi che smentirebbero la tesi della legittima difesa e giustificano il fermo per il reato di omicídio volontário. O procedimento continuará com a audiência de convalidação e com la valutazione del gip sobre a necessidade de custódia cautelar em carcere.
Esta redação acompanha o caso com cruzamento de fontes e apuração rigorosa. Trabalharemos para atualizar esta nota assim que o interrogatório e as decisões judiciais forem concluídos.