Influenza 2025-2026 na Itália: 15-16 milhões de casos e até 10 mil mortes, alerta para vacinação
Temporada 2025-26 na Itália: 15-16 milhões de casos de influenza, 8-10 mil mortes. Especialistas reforçam vacinação para idosos e grupos de risco.
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Influenza 2025-2026 na Itália: 15-16 milhões de casos e até 10 mil mortes, alerta para vacinação
Relatório consolidado sobre a temporada gripal 2025-2026 indica um impacto substancial na Itália: aproximadamente 15-16 milhões de episódios de síndromes gripais, entre 7.000 e 10.000 hospitalizações por complicações respiratórias, cerca de 700-800 pacientes em UTI e uma estimativa de mortalidade atribuível à influenza e suas complicações entre 8.000 e 10.000 óbitos. Os dados foram divulgados em nota por Fabrizio Pregliasco, diretor da escola de especialização em Higiene e Medicina Preventiva da Università degli Studi di Milano "La Statale", que traça um primeiro balanço da estação enquanto a primavera marca a desaceleração dos casos.
A curva epidêmica atingiu o pico entre dezembro e janeiro e, nas últimas semanas, mostra redução progressiva com o fim do inverno. O quadro epidemiológico, porém, não foi determinado exclusivamente pelos vírus influenza: circularam também outros agentes respiratórios, com destaque para o vírus respiratório sincicial (RSV), que afetou sobretudo crianças pequenas, além de idosos e indivíduos fragilizados, ampliando a demanda sobre pronto-socorro e hospitais.
O covid-19 permaneceu em circulação, embora com impacto substancialmente menor do que nos anos pandêmicos: ainda se registram, na Itália, algumas centenas de óbitos anuais atribuíveis ao SARS-CoV-2, principalmente entre idosos e portadores de comorbidades. Esse cenário combinado de múltiplos vírus respiratórios elevou a carga sobre serviços de saúde e reforça a complexidade da resposta sanitária durante as estações frias.
O recado para a próxima temporada é direto e técnico: a vacinação continua sendo a ferramenta de prevenção mais eficaz. Pregliasco enfatiza a importância de reforçar as coberturas vacinais, sobretudo entre os grupos de risco — idosos, pessoas com patologias crônicas, mulheres grávidas e profissionais de saúde — para reduzir hospitalizações e mortes evitáveis. "A influenza não é banal: todo inverno resulta em milhares de internações e mortes que podem ser prevenidas com a vacina", afirma o especialista.
Da apuração in loco e do cruzamento de fontes hospitalares e institucionais emerge um quadro claro: apesar da redução sazonal recente, o sistema de saúde deve manter vigilância ativa, ampliar campanhas de imunização e priorizar a proteção dos mais frágeis. O balanço técnico apresentado concentra fatos brutos e mensuráveis — números de casos, ocupação de leitos e estimativas de mortalidade — e serve como base para políticas públicas e práticas clínicas no próximo ciclo gripal.
Conclusão prática: reforçar a oferta e a adesão à vacinação contra a influenza, monitorar a circulação de múltiplos vírus respiratórios (incluindo RSV e covid-19) e manter capacidade hospitalar suficiente são medidas essenciais para reduzir o impacto nas próximas estações. O alerta é de saúde pública e a recomendação, técnica e direta: vacinar os grupos prioritários e otimizar cobertura para proteger os mais vulneráveis.