Guerrilha em Turim: policial espancado com martelo e mais de 30 feridos; Estado reage

Turim registra polícia agredida com martelo, mais de 30 feridos e 10 prisões; governo propõe novo pacote de segurança.

Guerrilha em Turim: policial espancado com martelo e mais de 30 feridos; Estado reage

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Guerrilha em Turim: policial espancado com martelo e mais de 30 feridos; Estado reage

Uma noite de violência urbana em Turim terminou com o centro da cidade parcialmente incendiado e cenas de agressão que chocaram as redes sociais. Após um cortejo diurno do movimento Askatasuna, grupos de encapuzados retomaram as ruas à noite e iniciaram confrontos com as forças de segurança: foram lançados artefatos pirotécnicos contra os policiais, houve explosões de bombas-carta e incêndios em pontos distintos do centro.

Imagens que se tornaram virais mostram um policial de 29 anos cercado por várias pessoas que o agridem com chutes e socos e, depois, atingem-no com um martelo enquanto ele está no chão. A vítima tenta proteger a cabeça e, segundo relatos oficiais, foi atacada por várias pessoas simultaneamente, impedindo sua retirada imediata da ação dos agressores.

Condanna per gli scontri, Mattarella: "Solidarietà ad agente ferito", Meloni: "Colpito lo stato" — rainews.it
Crédito: Condanna per gli scontri, Mattarella: "Solidarietà ad agente ferito", Meloni: "Colpito lo stato" — rainews.it

Ao final da noite, as autoridades contabilizaram mais de 30 feridos, entre integrantes das forças de ordem pública e civis, e confirmaram 10 prisões relacionadas aos episódios de violência. A resposta institucional foi imediata e unânime na condenação dos acontecimentos.

O presidente da República, Sergio Mattarella, telefonou ao ministro do Interior, Matteo Piantedosi, para manifestar solidariedade ao agente ferido. A primeira-ministra Giorgia Meloni classificou as ações como “agressões violentas com o objetivo de atingir o Estado e seus representantes”. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Antonio Tajani, afirmou que são necessárias novas normas de segurança, enquanto o vice-premier Matteo Salvini pediu “prisões, despejos e um novo pacote de segurança”.

No âmbito da maioria, deputados e ministros responsabilizaram setores da esquerda por, em termos políticos, “legitimar” ou relativizar atos de violência. Salvini declarou que os integrantes do movimento Askatasuna são “delinquentes” e acrescentou que só quem os defende estaria em pior condição.

A líder do Partido Democrático, Elly Schlein, também manifestou-se, definindo as imagens vindas de Turim como “inqualificáveis” e reafirmando a condenação firme da violência, ao mesmo tempo em que expressou solidariedade à polícia e pediu a identificação e responsabilização rápida dos agressores.

No plano operacional, o ministério do Interior anunciou que, já na próxima semana, será discutido um pacote de medidas de segurança que incluiria, entre outras hipóteses, o restabelecimento de uma modalidade de fermo preventivo policial por 12 horas para pessoas consideradas perigosas, segundo fontes internas. Essa medida, defendida por operadores de segurança, serviria para facilitar o curso pacífico de manifestações públicas.

Da cronologia dos fatos consta que os grupos antagonistas aguardaram o anoitecer para se destacar do cortejo nacional do Askatasuna e tentar romper os cordões policiais. A partir desses momentos ocorreram confrontos em vários pontos da cidade, com episódios localizados de vandalismo e agressões.

Reportagem e apuração em campo: cruzamento de fontes institucionais, verbas públicas e imagens de redes sociais. A investigação judicial e as operações de identificação dos envolvidos prosseguem; as autoridades prometem ações rápidas para responsabilizar os autores e evitar recorrências.