Agressões a profissionais de saúde em 2025: 23.367 vítimas e predomínio de violência verbal
Relatório oficial: em 2025, 23.367 profissionais de saúde foram agredidos; 66% vítimas são mulheres e enfermeiros representam 64% dos casos.
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Agressões a profissionais de saúde em 2025: 23.367 vítimas e predomínio de violência verbal
Relatório anual do Observatório Nacional sobre a segurança dos exercentes das profissões sanitárias, publicado no site do Ministério da Saúde da Itália, revela que em 2025 foram picchiati o minacciati um total de 23.367 profissionais. Os dados apontam para uma realidade persistente e multifacetada: verbal, física, psicológica, e estruturalmente violenta — e, segundo o levantamento, as mulheres são as mais afetadas.
O documento mostra estabilidade nas denúncias, com ligeira queda em relação a 2024 (18.392 denúncias), mas registra aumento no número total de agredidos — de cerca de 22.000 em 2024 para mais de 23.000 em 2025. Esse acréscimo decorre, em parte, do fato de que várias agressões envolveram múltiplas vítimas simultaneamente.
Dois indicadores de intensidade e recorrência aparecem com destaque: 43% dos profissionais relatam ter sofrido pelo menos uma agressão nos últimos 12 meses, e 38,4% afirmam ter vivenciado ao menos um episódio ao longo da carreira. Mais de 70% das ocorrências classificam-se como violência verbal, enquanto a violência física atinge aproximadamente um em cada seis profissionais.
A distribuição setorial confirma que a problemática extrapola os muros dos hospitais e pronto-socorros. Profissionais que atuam no território — em RSA, comunidades reabilitativas, consultórios privados, domicílios de assistidos, escolas e em atividades de vigilância e controle — também figuram entre as vítimas. O relatório detalha que 66% das vítimas são mulheres. Entre as categorias profissionais afetadas, os enfermeiros representam 64% dos casos reportados, enquanto médicos e cirurgiões correspondem a 20%.
Houve crescimento em episódios relacionados aos serviços psiquiátricos territoriais, que passaram de 1 para 13 casos, um sinal de atenção para serviços de saúde mental em primeiro plano. Quanto aos agressores, a maior parte é constituída por pacientes, seguida por familiares e cuidadores.
O relatório detalha também a natureza das agressões: 69% verbais, 25% físicas e 6% contra bens e propriedade. Adicionalmente, 12% das notificações dizem respeito a outras categorias profissionais, incluindo funcionários não sanitários, operadores de front office (3%), vigilantes e socorristas (9%).
Em nota, o ministro da Saúde, Orazio Schillaci, declarou: "Proteger os operadores sanitários e socio-sanitários não é apenas um dever, mas a garantia para os cidadãos de terem cuidados de qualidade e mais seguros". Schillaci lembrou medidas recentes — endurecimento das penas para agressores, possibilidade de arresto in flagranza differita e reforço de ações preventivas e de segurança nas instalações de saúde.
Associações que atuam na rede sanitária internacional, entre elas a AMSI (Associação de Médicos de Origem Estrangeira na Itália), UMEM (União Médica Euromediterrânea) e Aiscnews, manifestaram preocupação com a escalada das agressões e pedem estratégias coordenadas entre instituições para reduzir riscos e proteger profissionais.
Este levantamento constitui um raio-x factual de um problema que se mantém e se transforma: a estabilidade das denúncias não traduz melhora automática das condições de trabalho; ao contrário, o aumento do total de vítimas evidencia episódios mais coletivos e a necessidade de políticas públicas específicas. A apuração e o cruzamento de fontes indicam que a resposta precisa combinar prevenção, formação em gestão de risco e aplicação efetiva das medidas legais já aprovadas.
Fonte: Relazione annuale dell'Osservatorio nazionale sulla sicurezza degli esercenti le professioni sanitarie — Ministero della Salute (Itália).