Apuração in loco e cruzamento de fontes confirmam: um cisne ferido que havia sido avistado imobilizado na margem do canal da Muzza, em Paullo (Milão), recuperou-se e voltou a voar após tratamento no CRAS de Vanzago, ligado ao WWF.
O animal foi notado no dia 31 de dezembro último. Testemunhas relataram que o cisne apresentava uma pata ferida — um corte profundo que o deixava muito dolorido e incapaz de se levantar. Em ação coordenada, o núcleo ittico-venatorio da Città metropolitana foi acionado e realizou o resgate no local.
Fontes oficiais descrevem a operação: o cisne foi avistado sobre a margem, capturado com cautela para evitar agravamento da lesão, colocado em um furgão e transportado ao centro de recuperação de fauna de Vanzago. No CRAS, veterinários e técnicos assumiram os cuidados. Recebeu tratamento médico, curativos e período de repouso monitorado.
Segundo o relatório técnico do núcleo, bastaram algumas semanas de atenção veterinária, medicação adequada e repouso para a recuperação funcional da pata. O exemplar, agora recuperado, foi considerado apto para soltura no dia 20 de janeiro. Naquele mesmo dia os técnicos retornaram ao canal da Muzza e devolveram o cisne ao seu habitat.
O episódio tem desfecho positivo, mas guarda lições práticas de gestão de fauna urbana e periurbana. A intervenção rápida do núcleo ittico-venatorio e o itinerário de atendimento — resgate, transporte seguro, avaliação veterinária e reabilitação no CRAS de Vanzago — representam a cadeia de procedimentos que garante maior chance de sobrevivência a aves feridas. Este é um exemplo de coordenação entre serviços públicos e centros de reabilitação ambientais.
Do ponto de vista técnico, trata-se de um caso rotineiro para serviços especializados, mas crítico para o animal. O corte na pata, conforme avaliado pelos médicos do centro, poderia ter provocado infecção, perda de mobilidade e risco de predação se o resgate não tivesse ocorrido. O monitoramento pós-libertação permanece recomendado para avaliar adaptação e eventuais complicações.
Relato conciso dos fatos brutos: avistamento em 31/12 — resgate pelo núcleo ittico-venatorio — tratamento no CRAS de Vanzago por quase um mês — soltura no canal da Muzza em 20/01. A sequência é confirmada por fotos de campo, registros de atendimento e declarações técnicas da Città metropolitana e do CRAS.
Para leitores e gestores: o caso reforça a necessidade de denúncias rápidas em situações de animais feridos, assim como a importância de estruturas de reabilitação. A realidade traduzida por este episódio é simples: intervenção técnica e cuidados adequados devolvem vida e funcionalidade a um ser selvagem, reduzindo o impacto humano sobre a fauna local.
Fatos verificados, sem especulação: o cisne está recuperado e voltou a voar. A ação foi conduzida por equipes oficiais e por um centro de reabilitação reconhecido. A história é uma vitória operacional e um alerta prático para conservação.


















