Fim de semana nas galerias: Zandomeneghi e Degas, plus foco em Malerba, Troubetzkoy e Gluckmann
Descubra as exposições do fim de semana: Zandomeneghi e Degas em Rovigo, Sguardi sull'Africa em Piacenza e foco em Malerba, Troubetzkoy e Gluckmann.
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Fim de semana nas galerias: Zandomeneghi e Degas, plus foco em Malerba, Troubetzkoy e Gluckmann
Le mostre del weekend: um roteiro entre clássicos e contemporâneos
ROVIGO, 25 de fevereiro de 2026 — Por Erica Santini.
Se você procura um passeio que una história, sensações e olhares renovados sobre a arte, este fim de semana oferece convites imperdíveis. Entre encontros que cruzam cidades e épocas, destaque para a grande mostra “Zandomeneghi e Degas. Impressionismo tra Firenze e Parigi”, montada em Palazzo Roverella e curada por Francesca Dini. A exposição fica aberta ao público de 27 de fevereiro a 28 de junho e propõe um diálogo íntimo e fecundo entre dois nomes que marcaram o final do século XIX.
É fascinante ver como, na mesma luz que banhava ateliers florentinos e salões parisienses, se teceram afinidades e diferenças. A mostra percorre as fases formativas em Florença — onde tanto Degas quanto Zandomeneghi consolidaram técnicas e olhares — até 1886, ano da última grande coletiva do grupo impressionista. Ali, a trajetória do artista italiano revela uma virada: mantendo proximidade com os pares, ele caminha rumo a uma síntese mais autônoma. Entre telas e estudos, o visitante consegue literalmente saborear a história, sentindo a textura do tempo nas superfícies pintadas.
Em Piacenza, a partir de 1º de março até 4 de maio, o Palazzo Gotico acolhe o projeto expositivo “Sguardi sull'Africa”, uma viagem pela complexidade e variedade da produção artística africana no último século. É uma proposta que convida a um olhar atento para narrativas plurais, onde cores, materiais e memórias se encontram e se respondem — uma experiência para ouvir o silêncio e o rumor das culturas.
Além destes polos, a programação da semana destaca ainda um foco dedicado ao moderno e contemporâneo, com atenção especial a nomes como Malerba, Troubetzkoy e Gluckmann. Cada mostra, à sua maneira, oferece uma pequena epifania: esculturas que conversam com o espaço, pinturas que pedem proximidade e instalações que nos devolvem perguntas. Andiamo — caminhe pelos corredores com calma, como se estivesse provando um bom vinho: deixe que o ritmo e as nuances revelem segredos.
Para quem ama referências e quer ampliar o percurso cultural, essas exposições formam um mapa sensorial do presente em diálogo com o passado. A luz dourada dos salões, o perfume dos livros antigos, a textura do papel e da tela — tudo compõe um itinerário para os sentidos. Dolce Far Niente? Talvez não: aqui o prazer é ativo, é descoberta.
Práticas de curadoria cuidadosa e montagem que respeita a intimidade das obras fazem dessas mostras uma oportunidade para redescobrir olhares. Se puder, reserve um tempo no seu roteiro para assistir às explicações dos curadores ou participar de visitas guiadas: pequenas chaves que abrem portas para leituras profundas.
Em suma, o fim de semana promete encontros que atravessam fronteiras e épocas — convites para navegar pelas tradições, experimentar a modernidade e sentir, de perto, o pulso vivo da arte. Ciao e buona visita!