Joan Thiele explica origem do nome e volta a Sanremo: dueto com Nayt na noite de covers

Joan Thiele conta origem do nome, prefere 'Joan' e fará dueto com Nayt em versão de De André na noite de covers de Sanremo.

Joan Thiele explica origem do nome e volta a Sanremo: dueto com Nayt na noite de covers

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Joan Thiele explica origem do nome e volta a Sanremo: dueto com Nayt na noite de covers

Joan Thiele retorna ao palco do Sanremo como convidada para a noite de covers, na qual fará um dueto com o rapper Nayt. A apresentação está marcada para sexta-feira, 27 de fevereiro, quando a dupla levará à Ariston a sua versão de La canzone dell’amore perduto, de Fabrizio De André.

Depois de ter estreado no festival no ano anterior como concorrente com o tema íntimo “Eco” — canção dedicada ao irmão que a projetou além do palco —, Joan Thiele regressa agora numa posição diferente: reconhecida pelo público, mas desta vez como convidada e intérprete de um clássico. Na edição passada, apesar de não figurar entre os favoritos, ela conquistou espaço dentro e fora da competição e terminou a sua participação em vigésimo lugar.

No repertório visual e performático, a artista manteve a estética que a tornou identificável: guitarra elétrica, cabelos longos e uma postura independente temperada por uma elegância associada a grife — elementos que ajudaram a distinguir a sua imagem entre os nomes emergentes do festival.

Trajetória. Nascida em 1991 em Desenzano del Garda como Alessandra Joan Thiele, a cantora tem uma origem familiar plural: mãe italiana, de raízes napolitanas, e pai de língua francesa nascido na Suíça com ascendência colombiana. Viveu na Colômbia até os seis anos e voltou ao entorno do Garda, passando por Corsico e Milão. Depois do diploma, morou em Londres, antes de regressar à cena musical italiana — percurso que, segundo a própria, modelou um som híbrido, entre pop, r&b e jazz.

Discografia e reconhecimentos. O percurso discográfico de Joan Thiele começa em 2016 com o single “Save me”, seguido pelo álbum Tango (2018). Vieram depois o EP Operazione Oro (2020), a coletânea Atti (2022) e o álbum Joanita (2025). Em 2023 conquistou o David di Donatello pela melhor canção original com “Proiettili”, tema do filme Ti mangio il cuore, ao lado de Elodie.

Colaborações com nomes relevantes da cena contemporânea também marcam a carreira da artista: Myss Keta, Elisa, Elodie, Colapesce & Dimartino, Mace, Venerus e Frah Quintale — este último, conterrâneo de Brescia e parceiro em palco no Sanremo 2025 com a interpretação de Gino Paoli, Che cosa c’è.

Sobre a escolha do nome artístico, Joan Thiele esclareceu em entrevistas que prefere o uso de Joan ao do registro civil, Alessandra. A explicação é direta: o diminutivo remete ao nome do avô, Juan, e representa, nas suas palavras, “a parte mais livre” da sua identidade artística — um aspecto que se reflete tanto na sonoridade das composições quanto nas opções estéticas e de palco.

Para a noite de covers no Sanremo, o encontro com Nayt — que fez sua estreia no festival com Prima che — promete uma leitura contemporânea do repertório de Fabrizio De André, cruzando referências urbanas do rap com a tessitura pop/jazz que caracteriza a voz de Joan Thiele. A apresentação será acompanhada de atenção crítica e de público, em um palco que continua servindo como termômetro das tendências musicais italianas.

Fatos brutos, cruzamento de fontes e a trajetória verificada: a artista chega a Sanremo 2026 como uma intérprete que consolidou uma carreira de fronteira cultural — entre Itália e Colômbia, entre gêneros — e que escolheu um nome artístico carregado de memória familiar para traduzir sua liberdade criativa.