Meloni Reconhece Limitações na Gestão da Imigração Irregular

Giorgia Meloni, Primeira-Ministra da Itália, admite que gostaria de ter feito mais para controlar a imigração irregular no país.

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Meloni Reconhece Limitações na Gestão da Imigração Irregular

A Primeira-Ministra da Itália, Giorgia Meloni, confessou que gostaria de ter feito mais para gerir a imigração irregular, que viu um aumento desde a vitória histórica de seu partido de extrema-direita nas eleições de um ano atrás. "Certamente, tínhamos expectativas mais altas em relação à questão da imigração. É, sem dúvida, um desafio complexo, mas estou confiante de que encontraremos uma solução", declarou ela em uma entrevista televisiva no sábado (23), marcando o aniversário de sua vitória eleitoral.

Aumento nas Chegadas de Imigrantes

O partido Irmãos da Itália, liderado por Meloni, foi eleito principalmente com a promessa de conter a imigração em massa para a Itália. No entanto, o número de chegadas de barcos vindos do Norte da África aumentou, com mais de 130.000 registradas pelo Ministério do Interior desde o início do ano, em comparação com 70.000 no mesmo período do ano anterior. Após o desembarque de 8.500 pessoas na pequena ilha de Lampedusa em apenas três dias, no início deste mês, Meloni apelou à União Europeia para intensificar seus esforços para aliviar a situação.

Ações da União Europeia

Bruxelas anunciou nesta semana que liberará fundos para a Tunísia, de onde muitos barcos partem, como parte de um acordo para conter a imigração irregular proveniente desse país.

Opinião dos Parceiros de Coalizão

Matteo Salvini, o principal aliado de Meloni na coalizão, do partido anti-imigração Liga, criticou as medidas da UE para gerir o fluxo de chegadas, chamando-o de "um ato de guerra".

Medidas Adotadas pelo Governo

Desde que assumiu o cargo em outubro passado, o governo de Meloni limitou as atividades dos navios de resgate humanitário, acusando-os de incentivar a imigração ilegal. Além disso, comprometeu-se a combater os traficantes de pessoas. Também buscou facilitar a deportação daqueles considerados inelegíveis para asilo e estabeleceu que os imigrantes à espera de uma decisão sobre o asilo devem pagar uma fiança de 5.000 euros (5.320 dólares) ou serem enviados para um centro de detenção.