Chivu questiona a mão de Ricci: VAR em xeque no dérbi Milan-Inter

Chivu critica o não-pênalti por mão de Ricci no dérbi Milan-Inter; VAR e arbitragem voltam a ser debatidos na 28ª rodada da Serie A.

Chivu questiona a mão de Ricci: VAR em xeque no dérbi Milan-Inter

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Chivu questiona a mão de Ricci: VAR em xeque no dérbi Milan-Inter

O dérbi de Milão, decidido por um único gol, não teve apenas a celebração do triunfo do Milan — deixou também uma discussão acalorada sobre arbitragem e tecnologia. No 1-0 válido pela 28ª rodada da Serie A, gol de Estupiñán marcou a diferença, mas foi o lance final que monopolizou o debate: o toque de braço de Ricci na área, não assinalado como pênalti, deixou o treinador do Inter, Cristian Chivu, visivelmente contrariado.

O episódio ocorreu já em tempo de acréscimos: num dos últimos cruzamentos, Dumfries cabeceou na área do Milan e a bola foi no braço de Ricci, que em seguida tentou retirar o braço. As imagens, porém, mostram que o movimento não evitou o contato com a bola e, na visão de muitos, impediu uma possível jogada perigosa do Inter. O árbitro Doveri deixou seguir, e nem o VAR nem o AVAR intervieram.

Na entrevista pós-jogo, Chivu deixou transparecer o desconforto: "C'è un Var e un Avar che hanno fatto un check, o almeno credo" — frase que, traduzida, expressa a pergunta sobre se a verificação foi feita ou não. Com hábito de evitar discursos estridentes, o treinador procurou redirecionar a atenção para a análise da partida e dos próprios erros da equipa, mas o tom revelou a frustração de quem sente a partida decidida por um detalhe que, aos olhos do seu comando técnico, merecia outra interpretação.

O debate não é apenas sobre um lance isolado. Em contextos dérbi, quando rivalidades regionais e simbolismos históricos se encontram, decisões de arbitragem assumem dimensão pública maior. A adoção do VAR pretendeu reduzir erros claros, mas casos como o toque de Ricci reacendem dúvidas sobre critérios de intervenção, consistência de avaliações e a comunicação entre arbitragem e público. Para além do resultado — a vitória do Milan — está a sensação de que instrumentos tecnológicos e humanos ainda não encontraram uma harmonia interpretativa definitiva.

No campo prático, o não acompanhamento do lance pelo sistema reservado ao árbitro de vídeo volta a alimentar pedidos por maior transparência: quando um contato é considerado involuntário, por que não houve revisão; quando é visto como inquestionável, por que o sinal não foi acionado? Perguntas deste tipo emergem com força em derbies, partidas que têm repercussão social e emocional ampliada, e que transformam 90 minutos em história coletiva.

Para o Inter, resta a contabilização da derrota e a necessidade de responder em campo nas próximas jornadas da Serie A. Para o futebol italiano, insiste-se na urgência de aperfeiçoar protocolos e de consolidar confiança pública na arbitragem assistida por vídeo. O episódio com Ricci será lembrado não só pelo que alterou na tabela, mas pelo debate que reacendeu sobre a natureza do jogo moderno — entre a técnica e a legitimidade.