Irene Manzi pede aliança político-institucional para fortalecer a juventude e superar desigualdades territoriais
Irene Manzi defende aliança político-institucional para estruturar apoio aos jovens e reduzir desigualdades territoriais, diz pesquisa da Fundação Unhate.
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Irene Manzi pede aliança político-institucional para fortalecer a juventude e superar desigualdades territoriais
Em um posicionamento firme durante a apresentação da pesquisa sobre o desconforto juvenil promovida pela Fundação Unhate, a deputada Irene Manzi, membro da Comissão de Cultura da Câmara, defendeu a construção de uma aliança político-institucional capaz de dar mais estabilidade às iniciativas destinadas aos jovens. Segundo Manzi, muitas ações importantes nascem e prosperam graças ao empenho das organizações do Terceiro Setor e das Fundações, mas carecem de uma estrutura transversal e contínua que permita efetivar resultados de longo prazo.
"Acredito que é necessário conferir uma estrutura mais estável e transversal às ferramentas geralmente implementadas com o apoio das entidades do Terceiro Setor e das fundações, que desempenham um papel particularmente relevante em apoio aos jovens", afirmou a parlamentar. A avaliação reflete a percepção de que, sem essa interface institucional consolidada, projetos promissores acabam sofrendo a fragmentação típica de iniciativas sem ancoragem permanente.
Na minha leitura econômica e estratégica, essa proposta funciona como uma calibragem no motor da economia social: ao estabilizar os mecanismos de apoio, reduz-se o atrito que freia a trajetória de muitos jovens entre a formação e a inserção produtiva. A deputada também destacou que uma intervenção dessa natureza poderia mitigar as acentuadas desigualdades territoriais, pois hoje nem todos os territórios conseguem estabilizar esse tipo de projeto com os mesmos níveis de eficácia.
Do ponto de vista de política pública, a ideia de uma aliança político-institucional implica um design de políticas que combine financiamento, governança e avaliação de impacto, com participação articulada entre ministérios, administrações locais e atores do Terceiro Setor. Essa integração funciona como uma calibragem fina — semelhante à afinação de um sistema de suspensão de alta performance — que procura alinhar incentivos, reduzir redundâncias e acelerar tendências positivas na trajetória dos jovens.
Manzi enfatizou ainda que, sem uma articulação formal e política, iniciativas locais dependem em excesso da boa vontade institucional e da capacidade de captação de recursos das fundações, gerando variações regionais que se traduzem em perda de oportunidades para milhares de jovens. A deputada concluiu que a aliança político-institucional é um passo fundamental para assegurar que programas eficazes não permaneçam dispersos, mas possam ser replicados e escalados de maneira sustentável.
Como economista e observadora das dinâmicas de desenvolvimento, vejo esse apelo como um convite à ação coordenada: transformar redes de solidariedade e inovação social em uma arquitetura institucional resiliente, que permita aos jovens acessar trajetórias formativas e profissionais com menos atrito e mais previsibilidade. Em termos práticos, tratar-se-ia de combinar instrumentos financeiros, técnicos e regulatórios para que o apoio ao jovem deixe de ser pontual e se torne parte do tecido permanente de políticas públicas.
O posicionamento de Irene Manzi na apresentação da pesquisa da Fundação Unhate coloca no centro do debate a necessidade de elevar a governança do apoio à juventude — uma medida que, se bem desenhada, pode representar aceleração decisiva na coesão social e no desempenho econômico do país.