Pechino Express 2026: Chanel Totti vai 'para se divertir' e Paolantoni-Izzo enfrentam perrengues entre risos
Pechino Express estreia 12 mar no Sky: Chanel Totti busca diversão; Paolantoni e Izzo enfrentam perrengues e se fazem entender sem inglês.
RESUMO ✦
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Pechino Express 2026: Chanel Totti vai 'para se divertir' e Paolantoni-Izzo enfrentam perrengues entre risos
Retorna à tela mais uma edição de Pechino Express, e o formato continua sendo um espelho do nosso tempo: competição, viagem e o inevitável reframe das relações humanas em território estrangeiro. A nova temporada estreia na quinta-feira, 12 de março, em primeira serata no Sky, com um trajeto ambicioso que parte da Indonésia — passando por Bali e Java — segue para cidades chinesas como Xangai e Nanjing e termina no Japão, com final em Tóquio e Quioto.
O apresentador de sempre, o irônico e sagaz Costantino Della Gherardesca, volta ao comando e desta vez conta com o apoio de três enviados: Lillo Petrolo, Giulia Salemi e Guido Meda. Fabrizio Ievolella, da produtora Banijay Italia, admite que a produção elevou a aposta: "Quest’anno si trattava di fare una scommessa a rilancio... Abbiamo una coppia in più, tre inviati e una rotta molto ambiziosa" — tradução livre: aumentou-se a escala, inclusive em elenco e logística.
Como em todo bom roteiro, há personagens que simbolizam arquétipos. No lado do comic relief estão os Spassusio — Biagio Izzo e Francesco Paolantoni —, dupla napolitana que garante tiradas e situações cômicas. Os dois confessam que o objetivo principal foi se divertir: "Ci siamo divertiti come prefissato". Izzo, em tom brincalhão, disse que a maior parte do esforço físico coube a ele: "La fatica fisica l’ho fatta tutta io, Francesco è troppo pigro". E, remetendo à semiótica do deslocamento linguístico, ambos riram ao comentar: "Non parliamo inglese ma da bravi napoletani ci siamo fatti capire" — ou seja, sem inglês, fizeram-se entender com recursos e charme locais.
No outro polo do elenco, sob os holofotes e o rótulo de 'raccomandati', está a dupla formada por Chanel Totti e Filippo Laurino. Costantino descreve-os como "yin e yang": Chanel, o sol; Filippo, a lua. A jovem filha de Francesco Totti e Ilary Blasi relativiza expectativas e enfatiza a leveza da sua escolha: "Non ho fatto Pechino perché voglio entrare nel mondo della tv, ma solo per divertimento". Chanel, que admite ser preguiçosa, sublinha que se esforçou e que a experiência a marcou: precisou adaptar-se até à alimentação — confessou que, por seletividade, acabou comendo basicamente arroz. Quando questionada sobre os pais famosos, limitou-se a dizer que o pai apenas lhe pediu para "essere te stessa".
Outra dupla que chama a atenção é a das DJs, Jo Squillo e Michelle Masullo, definidas por Costantino como "replicantes de Blade Runner": elegantes, com looks de eco-couro e até a piastra para alisar o cabelo a tiracolo, traduzindo o contraste entre estética e viagem de sacos pesados nas costas. Em suma, a temporada promete testar limites — físicos, adaptativos e emocionais — sem os privilégios de hotéis cinco estrelas.
Mais do que uma competição de caronas e provas, esta edição de Pechino Express funciona como um pequeno conjunto de lentes sobre como nos apresentamos fora de casa: a coragem de pedir ajuda, a comédia que nasce do desconforto, a resiliência de quem viaja sem roteiro exclusivo. É o roteiro oculto da sociedade em frame acelerado — e, como toda boa produção cultural, deixa tanto o público quanto os participantes com algo para reprocessar quando as luzes se apagam.
Fique atento à estreia e ao desdobrar das dinâmicas: o programa promete conflitos, risos e também pequenas epifanias de convivência — o eco cultural que nos faz rever aquilo que pensávamos ser apenas entretenimento.