I AM: campanha de Chiara Tilesi ilumina Torre Nasdaq em Times Square no Dia Internacional da Mulher

A campanha I AM de Chiara Tilesi ilumina a Torre Nasdaq em Times Square no Dia Internacional da Mulher, promovendo nova narrativa sobre representatividade feminina.

I AM: campanha de Chiara Tilesi ilumina Torre Nasdaq em Times Square no Dia Internacional da Mulher

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I AM: campanha de Chiara Tilesi ilumina Torre Nasdaq em Times Square no Dia Internacional da Mulher

Em uma imagem que funciona como espelho do nosso tempo, a campanha global I AM da produção sem fins lucrativos We Do ItTogether iluminou a icônica Torre Nasdaq em Times Square na noite de 8 de março de 2026, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher. A ação reuniu trinta vozes femininas — de atrizes premiadas a atletas, cantoras e ativistas — projetadas no coração midiático de Nova York para provocar reflexão sobre identidade, representação e poder cultural.

Idealizada por Chiara Tilesi, produtora e diretora nascida em Florença e hoje entre Itália e Los Angeles, a iniciativa estreia mais uma etapa de um projeto concebido em 2023 com a missão de deslocar o roteiro hegemônico que ainda reduz mulheres a objetos de cena. A instalação noturna transformou a fachada do edifício em um grande painel narrativo, onde imagens e mensagens pessoais das participantes se alternaram, renovando a dramaturgia pública sobre quem tem voz e visibilidade.

Entre as mulheres que compõem esse mosaico cultural estão nomes como Helen Mirren, Marisa Tomei, Sharon Stone, Leonor Varela, a compositora premiada Diane Warren, a cineasta Catherine Hardwicke e a ativista Kim Carter. A representação italiana incluiu Paola Cortellesi, a campeã olímpica Federica Pellegrini, a modelo Bianca Balti, a cantora Giorgia e a própria Tilesi, que assina o projeto.

O gesto de projetar retratos no epicentro da comunicação global não é apenas simbólico: trata-se de um reframe da realidade que instaura outra narrativa — uma onde a mulher ocupa o centro da cena como sujeito atuante. Em suas palavras, Tilesi lembra que a campanha é uma resposta direta a estatísticas cruéis: uma em cada três mulheres no mundo sofre violência física ou sexual ao longo da vida. Ao expor rostos e vozes em escala monumental, a campanha busca desestabilizar modelos culturais enraizados que naturalizam a objetificação e a desigualdade de gênero.

Como analista do nosso tempo, vejo nessa empreitada um roteiro oculto da sociedade que se revela em luz e imagem: a projeção em Times Square funciona como um close-up coletivo, uma sequência que força o espectador a olhar e a confrontar narrativas antigas. Não é apenas uma ação de imagem, é um convite à alteração da consciência coletiva — um pequeno corte na montagem cultural que pode alterar o filme inteiro.

A campanha I AM continua sua trajetória internacional, com passagens anteriores em outros centros urbanos e eventos que dialogam com cinema, mídia e políticas de representação. Mais do que celebrar figuras públicas, a iniciativa pretende ampliar as condições de representação para que meninas e mulheres se vejam refletidas com autenticidade e plenitude na tela e além dela.

Em tempos de polarização e pós-verdade, projetos como esse atuam como uma lente afiada: iluminam, provocam e exigem que a sociedade reescreva seu próprio roteiro. Afinal, quando a praça pública vira tela, a narrativa deixa de ser privada e passa a ser um campo de disputa simbólica — e a campanha I AM reivindica esse espaço com elegância e urgência.