Schifone (FdI): Competências STEM são prioridade estratégica para a nação
Marta Schifone destaca que as competências STEM são estratégicas para a nação; exposição #100esperte no Senado inspira mulheres na ciência.
RESUMO ✦
Sem tempo? A Lili IA resume para você
Schifone (FdI): Competências STEM são prioridade estratégica para a nação
Marta Schifone, deputada italiana do FdI, reafirmou em Roma que o fortalecimento das competências STEM não é um luxo cultural, mas uma urgência estratégica para a comunidade e para o futuro do país. A declaração foi proferida durante a apresentação, no Senado, da mostra fotográfica Una vita da scienziata – I volti del progetto #100esperte, uma iniciativa da Fondazione Bracco que reúne rostos e histórias de mulheres que atuam em áreas científicas e tecnológicas.
Na fala que combinou senso de Estado e atenção cultural, Schifone sublinhou que vivemos um salto tecnológico em um cenário geopolítico complexo, onde desafios transnacionais exigem respostas baseadas em conhecimento. “O tema das competências não é elitista nem voluttuário: é estratégico”, disse a deputada, numa observação que reverbera como um espelho do nosso tempo — a ciência como mapa e como bússola política.
A exposição integra o projeto 100 donne contro gli stereotipi, lançado em 2016 com o objetivo de combater discriminações e desconstruir estereótipos, oferecendo visibilidade às mulheres em setores decisivos como ciência, economia, política internacional e instituições culturais. A galeria fotográfica, assinada pelo fotógrafo Gerald Bruneau, já circulou por importantes palcos internacionais: Washington, Praga, Nova York, Cidade do México, Israel e Brasil, traduzindo um eco cultural que ultrapassa fronteiras.
Schifone enfatizou a necessidade de não desperdiçar talentos: “Não podemos perder talentos — devemos cultivá-los”, afirmou. Ela chamou atenção para o persistente divário de gênero na escolha das disciplinas técnico-científicas, as chamadas STEM, e para a importância de ampliar a participação feminina no mercado de trabalho e nesses campos estratégicos. A mensagem é prática e simbólica: a ciência é, ao mesmo tempo, uma paixão estética e uma fonte concreta de oportunidades profissionais e de realização material.
Na retórica da deputada, as cientistas retratadas tornam-se ícones intencionais — “simbologia ativa” — para inspirar jovens mulheres a optar por carreiras científicas. É uma proposta que vai além da mera celebração: trata-se de reconfigurar narrativas, de operar um reframe da realidade que transforme percepções e escolhas, como se deslocássemos um roteiro cultural para permitir novos protagonistas.
Enquanto a exposição percorre espaços institucionais e culturais, a reflexão de Schifone coloca em primeiro plano uma questão central para políticas públicas e para o desenvolvimento: investir em competências STEM é investir em soberania tecnológica, inclusão social e futuro econômico. A iniciativa de Fondazione Bracco, ao reunir retratos e histórias, oferece não apenas imagens, mas dispositivos de sentido — pequenas janelas por onde as jovens podem vislumbrar outras possibilidades de si.
Em suma, a mostra e as palavras da deputada se entrelaçam como num ensaio visual e programático: ensinar, mostrar e inspirar. Assim, a ciência deixa de ser um compartimento esotérico para tornar-se palco e província de futuros possíveis — tanto para a Itália quanto para um diálogo transnacional sobre talento, igualdade e inovação.