Família no bosque: Garante da Infância do Abruzzo diz 'nenhum risco de adoção' e juíza é colocada sob proteção

Garante da Infância do Abruzzo diz não haver risco de adoção na 'família no bosque'; juíza que assinou medidas passa a ter proteção policial.

Família no bosque: Garante da Infância do Abruzzo diz 'nenhum risco de adoção' e juíza é colocada sob proteção

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Família no bosque: Garante da Infância do Abruzzo diz 'nenhum risco de adoção' e juíza é colocada sob proteção

Garante para a Infância da Região do Abruzzo, Alessandra De Febis, afirmou que não existe risco de adoção permanente dos três menores envolvidos na chamada "família no bosque" e que as medidas aplicadas são apenas medidas temporárias de tutela, adotadas estritamente no interesse das crianças.

Em nota oficial, a autoridade responsável pela proteção dos direitos das crianças esclareceu que "o provvedimento adotato non ha mai previsto la separazione definitiva dei minori dalla loro famiglia" — ou seja, não houve previsão de separação definitiva dos menores de seus pais. De Febis reforçou que as ações judiciais em curso visam salvaguardar o interesse superior dos menores e que, atualmente, não há risco de adoção.

A Garante também ressaltou que os três irmãos não serão separados entre si e que as instituições estão avaliando todas as soluções possíveis, incluindo a hipótese de manutenção na mesma estrutura que hoje os acolhe, para minimizar traumas adicionais. Contudo, De Febis lembrou que as comunidades de acolhimento abrigam outros menores cuja segurança e proteção também devem ser garantidas.

Segundo relato da própria direção da instituição receptora, durante um sit-in realizado externamente houve um episódio grave: uma adolescente presente na comunidade foi insultada porque foi confundida com uma profissional da casa. A Garante qualificou o episódio como inaceitável e fez um apelo ao máximo respeito por todos os menores alojados.

Numa declaração a veículos de comunicação, o subsecretário à Presidência do Conselho, Alfredo Mantovano, afirmou que "estes crianças... se produzem in gesti di autolesionismo, hanno bisogno di assistenza psicologica" — observação que, segundo ele, justificaria intervenções destinadas a prover assistência psicológica e acompanhamento especializado aos menores.

Paralelamente, a presidente do Tribunal para os Menores de L'Aquila, a juíza Cecilia Angrisano, passou a contar com proteção policial para seus deslocamentos. Angrisano foi a magistrada que, em novembro, autorizou o afastamento dos filhos dos pais Nathan Trevallion e Catherine Birmingham; os três menores foram então inseridos em uma casa família em Vasto (Chieti). A juíza também subscreveu a ordem que determinou a saída da mãe da casa família e autorizou, se necessário, a transferência das crianças do centro de acolhimento utilizando a força pública.

Esses atos judiciais geraram ampla comoção nacional e reações críticas, situação que levou à intensificação das medidas de segurança pessoal em favor da magistrada. A Garante concluiu reafirmando que acompanha pessoalmente o caso e que adotará, no âmbito de suas funções, todas as providências necessárias para proteger os direitos das crianças envolvidas.

Apuração in loco, cruzamento de fontes judiciais e institucionais e acompanhamento direto do caso continuam em curso. As autoridades competentes seguem avaliando soluções de acolhimento que mitiguem traumas e garantam tanto o bem-estar dos três irmãos quanto a proteção dos demais menores presentes nas estruturas.