Seven AI: o aplicativo que entrega declarações pós-jogo com um clique para jogadores fora dos holofotes

Seven AI: aplicativo que gera declarações pós-jogo com IA treinada por grandes jogadores, para atletas sem social media manager.

Seven AI: o aplicativo que entrega declarações pós-jogo com um clique para jogadores fora dos holofotes

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Seven AI: o aplicativo que entrega declarações pós-jogo com um clique para jogadores fora dos holofotes

Seven AI é um aplicativo que promete transformar a gestão de imagem de futebolistas fora do estrelato: declarações pós-jogo rápidas, calibradas e responsáveis, geradas por uma inteligência artificial alimentada pela experiência de grandes nomes do futebol. A iniciativa, idealizada por Max Sardella, consultor e formador que atua desde 2010 ao lado de centenas de jogadores, busca oferecer ao atleta comum um social media manager “no bolso”.

Em apuração, com cruzamento de fontes e verificação de dados, Sardella explica que a ferramenta foi pensada para quem não tem acesso a equipas profissionais de comunicação. “A tecnologia se mede pelas pessoas que serve, não pelo número de usuários que a utiliza”, resume o consultor. Sem espaço para competir com os grandes players tecnológicos, a estratégia foi investir em conteúdo: mais de 20.000 frases cadastradas pelo seu staff e a participação de atletas consagrados como colaboradores no treinamento da inteligência artificial.

Entre os sócios que deram nome e experiência ao projeto, figuram jogadores conhecidos do futebol italiano — entre eles Florenzi, Pellegrini e Zappacosta — que cederam repertório de comunicação responsável para orientar as respostas automatizadas. O resultado é a primeira IA na Itália focada em produzir mensagens pós-partida baseadas em padrões e vivências dos próprios campeões.

O funcionamento do aplicativo é direto e pensado para uso sob pressão: após baixar o app gratuito, o atleta responde perguntas objetivas sobre o desfecho do jogo — vitória, derrota ou empate — e avalia o próprio desempenho em níveis preestabelecidos (muito satisfeito, satisfeito, pouco satisfeito). Em seguida, escolhe o tom da mensagem — simples, profissional ou motivacional — e a aplicação gera, em segundos, o texto pronto para publicação.

Além da função prática para profissionais do futebol, a proposta tem um componente social relevante. Segundo Sardella, a ferramenta já despertou interesse de grupos que trabalham com inclusão: um jovem amputado consegue, com um clique, produzir um texto; jovens com deficiências intelectuais encontram na interface um recurso para superar barreiras comunicacionais. A equipe manteve contato com “Gli Insuperabili”, uma equipe de futebol que integra atletas com deficiência, e recebeu relatos de que o aplicativo facilita muito a participação destes jogadores na comunicação pública.

Do ponto de vista técnico, a aposta foi no conteúdo curado: “não investimos em construir uma infraestrutura proprietária, investimos em treinar a IA com falas reais e responsáveis”, afirma Sardella. A solução busca reduzir impulsos pós-jogo que, frequentemente, geram crises de imagem — declarações inflamadas após um erro, comentários sobre arbitragem ou reações precipitadas nas redes sociais.

O lançamento público do aplicativo mira sobretudo atletas que não são considerados “big” e que, portanto, não têm recursos para um assessor de imprensa permanente. Para esses profissionais, a promessa é clara: ter sempre à mão um suporte editorial que privilegia a comunicação responsável e a proteção da imagem pessoal.

Em termos de cenário maior, o projeto coloca-se como um exemplo de aplicação prática da inteligência artificial no esporte: não para substituir profissionais, mas para ampliar acesso a boas práticas comunicacionais. A apuração in loco e o cruzamento de fontes indicam que a iniciativa combina tecnologia e curadoria humana — um raio-x do cotidiano comunicacional do futebol que busca reduzir ruídos e preservar reputações.