Valter Mainetti, presidente da Società per le Condotte d’Acqua 1880, afirmou em Davos, durante o World Economic Forum, que o contexto global exige uma visão estratégica e uma calibragem fina das políticas públicas e privadas. Para Mainetti, as mudanças estruturais — desde a aceleração da inovação tecnológica até a transição energética e a necessidade de infraestruturas resilientes — impõem uma leitura pragmática e orientada a resultados.
Na sua intervenção, Mainetti destacou que as empresas devem assumir papel protagonista: inovar, investir e criar valor não apenas para gerar lucro, mas para impulsionar o bem-estar coletivo e o desenvolvimento social. A dinâmica do comércio internacional, cada vez mais interdependente e complexa, requer transparência, regras comuns e diálogo aberto entre atores estatais e privados. Neste sentido, ele avaliou que medidas protecionistas recentes não devem ser encaradas como um freio definitivo, mas como um estímulo para elevar a competitividade por meio de qualidade e inovação.
Do ponto de vista institucional, Mainetti afirmou que governos e organismos supranacionais precisam operar de forma proativa para criar condições favoráveis ao investimento na economia real: promover a digitalização, valorizar o know‑how e apoiar a formação das novas gerações. Essa combinação, segundo ele, é a base para manter o motor da economia em rotação eficiente e sustentável.
Um dos pontos centrais de sua fala foi o Piano Mattei. Mainetti qualificou o plano como uma “oportunidade concreta” para estabelecer relações de parceria em bases equitativas, relançar um desenvolvimento compartilhado e promover as empresas italianas no continente africano. Para ele, o plano deve ser entendido como um desenho de políticas públicas que facilita o encontro entre capital, tecnologia e projetos de infraestrutura, fator determinante para transformar intenção em obra física e impacto socioeconômico.
Reforçando a necessidade de colaboração público-privada, Mainetti destacou que somente por meio de parcerias sólidas será viável executar projetos relevantes, consolidar infraestruturas modernas e desenvolver tecnologias inovadoras. Essa cooperação, afirmou, é a estrada mais direta para construir um sistema econômico competitivo capaz de responder com agilidade às mudanças globais.
Como estrategista com experiência em engenharia de projetos e gestão de grandes obras, Mainetti utiliza uma imagem apropriada: é preciso alinhar pistões — políticas, investimentos e capacidades técnicas — para que o motor do desenvolvimento funcione sem vibrações. Essa metáfora traduz sua confiança na combinação entre capital privado e desenho público eficaz.
Em conclusão, a mensagem de Valter Mainetti em Davos é clara e pragmática: diante das incertezas e transformações, o foco deve recair sobre iniciativas estruturantes como o Piano Mattei, que oferecem caminhos concretos para parcerias, fortalecimento das infraestruturas e internacionalização das empresas italianas, especialmente na África. A calibragem correta entre riscos e incentivos será determinante para que esses projetos acelerem a competitividade e entreguem resultados palpáveis.






















