CORTINA D’AMPEZZO — Hoje, na atmosfera vibrante da Casa Veneto montada para as Olimpíadas e Paralimpíadas em Cortina, foi apresentada a iniciativa Veneto by Bike, uma proposta que convida a descobrir o Veneto sobre duas rodas. Como uma amiga italiana que sussurra segredos entre um gole de espresso e outro, eu, Erica Santini, convido você a saborear a história que cada trilha guarda: paisagens, cidades de arte e uma malha pensada para a mobilidade sustentável.
A região reafirma seu lugar de destaque no turismo lento, oferecendo percursos para todos os níveis: das capitais culturais — Verona, Padova e Venezia — aos roteiros fluviais, colinas e trilhas alpinas. Pedalar pelo Veneto é um abraço dos sentidos: a luz dourada que banha as praças, o perfume dos vinhedos e a textura do tempo nas paredes das vilas.
Entre os projetos que ganharam protagonismo está a ciclovia Treviso-Ostiglia, nascida do antigo leito ferroviário e transformada em uma infraestrutura verde. Já são 110 quilômetros percorríveis — e a meta é chegar a 128 — com piso asfaltado, traçado predominantemente plano e ausência total de tráfego motorizado. Uma pista inclusiva, pensada para famílias, cicloturistas que praticam o slow travel e pessoas com mobilidade reduzida.
Importante: a Treviso-Ostiglia é também um exemplo de responsabilidade ambiental, sendo a primeira ciclovia ciclopedonal no mundo certificada pelos critérios do Global Sustainable Tourism Council. Andiamo: é o tipo de projeto que mistura cuidado pelo território e prazer em descobrir, sem pressa.
A apresentação em Casa Veneto reforçou que a aposta não é apenas em pistas, mas em equipamentos e serviços que qualifiquem a experiência do cicloturista — sinalização clara, pontos de apoio, integração com transporte público e oferta de hospitalidade local, onde o Dolce Far Niente se encontra com uma ciclovia bem cuidada.
Para quem planeja a viagem, o roteiro pode ser uma sinfonia de contrastes: do murmúrio dos rios ao silêncio das colinas, da pedra古 das cidades históricas ao vento frio das montanhas. É uma viagem que estimula os cinco sentidos e nos lembra que viajar de bicicleta é, sobretudo, uma forma de navegar pelas tradições e de se permitir pequenas pausas sensoriais — provar um vinho, escutar uma história de aldeia, sentir o aroma de um mercado local.
Como curadora das experiências da Espresso Italia, vejo no Veneto by Bike um convite autêntico: não um passeio apressado, mas uma jornada construída com afeto — uma rede que conecta cultura, natureza e infraestrutura sustentável. Se você sonha em pedalar sem pressa entre vinhedos e cidades de arte, este é o momento de planejar. Ciao e buon viaggio!
— Erica Santini, Espresso Italia






















