Sou Erica Santini, sua alma ítalo-brasileira de viagem, e trago uma leitura sensorial dos números que pintam o presente do turismo na Itália. Em plena abertura do TTG Rimini 2025, a ENIT desenhou uma radiografia econômica que cheira a espresso e promete brisas de crescimento para todas as regiões do país.
Os dados mostram que o setor continuará sendo um verdadeiro motor de desenvolvimento: estima-se que, ao final deste ano, o turismo gere 3,2 milhões de empregos, número que tende a subir para 3,7 milhões na próxima década. Quanto ao peso econômico, o PIB gerado pelo setor deve atingir 237,4 bilhões de euros ao fim de 2025, com projeção de crescimento até 282,6 bilhões em 2035 — um cenário que convida a imaginar a luz dourada sobre as colinas toscanas e o ruído suave das marés em Amalfi.
O capítulo dos gastos revela a espinha dorsal dessa prosperidade: a spesa turistica total deve alcançar 185 bilhões de euros ao final do ano, sendo 124,6 bilhões oriundos de turistas nacionais e 60,4 bilhões de visitantes internacionais. Comparado a 2024, há sinais concretos de atração: a despesa dos estrangeiros cresce 9,4% (ante 55,2 bilhões) enquanto a dos italianos sobe 1,6% (era 122,6 bilhões).
O horizonte de dez anos é ainda mais convidativo: a previsão é que os gastos atinjam 220,5 bilhões de euros — 142,5 bilhões de turistas italianos e 78 bilhões dos visitantes do exterior — um convite para investir em rotas menos óbvias, em experiências locais e em hospitalidade sofisticada que valorize o Dolce Far Niente.
Entre janeiro e julho, as presenças turísticas foram de 268,4 milhões, crescendo 5,7%: 151,8 milhões de estrangeiros (+10,4%) e 116,6 milhões de italianos, consolidando a posição da Itália como o segundo destino mais escolhido na Europa. No balanço de gastos do primeiro semestre de 2025, os estrangeiros gastaram 24,9 bilhões na Itália, contra 15,7 bilhões que os italianos deixaram no exterior — saldo positivo de 9,2 bilhões.
O setor de transportes segue estratégico: nos primeiros oito meses de 2025, os passageiros aeroportuários internacionais aumentaram 7,4% em relação a 2024, totalizando 105,5 milhões (70,1 milhões vindos da Europa). As principais origens são Reino Unido (16,1% dos chegantes, +3,2%), Alemanha (10,6%, +3,7%), EUA (8,8%, +2,3%) e Espanha (8,4%, +9,2%).
Sobre os hábitos de consumo, os visitantes alemães foram os que mais gastaram no primeiro semestre (3,6 bilhões de euros, +5,7% vs 2024). Mantém-se estável o gasto dos americanos (2,9 bilhões), seguidos pelo Reino Unido (2,4 bilhões, +10,1%) e Espanha (1,4 bilhões, +2,5%).
Para quem ama descobrir segredos locais, esses números são mais que estatística: são mapas sensoriais que apontam para novas rotas, investimentos em experiências autênticas e uma hospitalidade que acolhe os cinco sentidos. Andiamo: que esses dados inspirem projetos que respeitem territórios, sabores e memórias.
Erica Santini — Espresso Italia





















