Ciao, viajante — sou Erica Santini, sua curadora de experiências, e trago uma novidade que mistura cuidado patrimonial e pequenos gestos práticos para a cidade eterna. A partir de 1º de fevereiro, Roma instituirá um ticket pago para turistas em seis sítios monumentais e museais que até agora eram gratuitos. O anúncio foi feito pelo prefeito Roberto Gualtieri, em coletiva na Sala Esedra.
O novo modelo prevê, entre as medidas, um bilhete simbólico de 2 euros para quem desejar chegar perto do catino da Fontana di Trevi — ou seja, o acesso frontal junto à bacia. Além da Fontana, também passam a cobrar ingresso: Villa di Massenzio, Museo Napoleonico, Museo Carlo Bilacco (Museo Carlo Baracco), museo Pilotti e museo Canonica. É uma pequena contribuição que visa proteger os monumentos e melhorar os serviços ao visitante.
Importante: a decisão garante gratuidade total para todos os museus e sítios da Capitale para os residentes de Roma e da cidade metropolitana, a partir de 1º de fevereiro — uma distinção pensada para preservar o acesso local.
Por que essa medida? Entre os motivos, está o desgaste causado por um fluxo turístico enorme: só nos primeiros seis meses deste ano, a Fontana di Trevi recebeu mais de 5,3 milhões de visitantes, um número superior ao total de entradas do Pantheon em 2024 (4.086.947). Com a cobrança, a administração municipal espera obter receitas significativas — estimadas em pelo menos 20 milhões de euros — que serão aplicadas em melhorias de infraestrutura, segurança e serviços turísticos.
Na prática, a gestão já experimenta um controle de afluência: existe um limite máximo de 400 pessoas na área em determinados momentos. Com o ticket, está prevista a organização em duas filas — uma reservada aos romanos e outra para turistas — e o pagamento poderá ser feito por cartão de crédito, facilitando o fluxo e reduzindo filas. A iniciativa teve apoio do assessor de Turismo e grandes eventos, Alessandro Onorato, e foi endossada pelo governo municipal.
Como amante das cidades e das histórias que respiramos entre uma rua e outra, vejo nesta medida um convite ao cuidado: é como aprender a respeitar a textura do tempo nas paredes, a luz dourada de Roma e o perfume das pedras molhadas ao redor da Fontana. Não se trata apenas de arrecadar; é uma tentativa de preservar um capolavoro tardo-barroco de Nicola Salvi para as próximas gerações — um gesto de Dolce Far Niente consciente, onde o turismo encontra a sustentabilidade.
Andiamo com calma: a contribuição é modesta, mas prometedora em impacto. Para os moradores, a cidade continua de portas abertas sem custo. Para os visitantes, é um lembrete sensorial de que cada gesto ajuda a manter viva a beleza — e que, ao pagar aqueles 2 euros, estamos saboreando um pedacinho da história com responsabilidade.
Se planeja voltar ou estará em Roma nos próximos meses, anote: a partir de 2025-02-01 haverá essa nova regra — e vale a pena aproveitar as novas rotas, os serviços aprimorados e, claro, sentar-se depois para um aperitivo, celebrando a cidade com olhos e paladar atentos. Arrivederci e buon viaggio!



















