Ciao, viajante. Sou Erica Santini e trago uma notícia que cheira a história e a mudança nas pedras da cidade eterna: a partir de 1 de fevereiro de 2026, quem desejar aproximar-se dos degraus e ficar junto à Fontana di Trevi terá de pagar uma taxa de dois euros.
A capital italiana mantém, contudo, o compromisso com o acesso livre à obra-prima barroca — a contemplação da fonte a partir da praça elevada continuará a ser gratuita. Mas o espaço imediatamente em torno da bacia, o lugar íntimo onde se atira a moeda e se sussurra desejos, passa a exigir bilhete nos horários de maior afluência.
Segundo as autoridades de Roma, a iniciativa integra um esforço mais amplo para promover um turismo sustentável, reduzir a superlotação e proteger o monumento do desgaste e de comportamentos inadequados — como comer gelato ou pizza sobre as margens do monumento. Alessandro Onorato, vereador de Turismo da cidade, declarou que apoia “uma nova forma de acesso, limitado e cronometrado, à Fontana di Trevi”.
Os bilhetes de €2 darão acesso à área restrita durante o dia, entre as 9:00 e as 21:00; após o pôr do sol, o acesso volta a ser livre e gratuito — momento perfeito para viver o Dolce Far Niente sob a iluminação dourada da fonte. As vendas serão feitas por meio de aplicações, um site dedicado e pontos de venda em hotéis e estabelecimentos que aderirem ao sistema.
O presidente da Câmara, Roberto Gualtieri, comentou que, só neste ano, cerca de nove milhões de visitantes chegaram a esperar em fila para ver a fonte de perto, com picos de até 70 mil pessoas em determinados dias. As autoridades acreditam que a cobrança poderá gerar cerca de 6,5 milhões de euros anuais, verba que será aplicada na melhoria da experiência do visitante e na conservação do vasto património artístico da cidade.
Durante 2025, Roma experimentou mecanismos de escalonamento e limitação de acesso — filas organizadas e um percurso sinalizado de entrada e saída — que mostraram resultados positivos. Claudio Parisi Presicce, diretor de arte de Roma, garantiu que “a vista da fonte não será obstruída de forma alguma”, preservando o prazer de contemplá-la desde a praça.
Há também novidades para outros recantos menos badalados: além da taxa simbólica na Fontana di Trevi, será introduzida uma taxa de cinco euros para entrada em cinco sítios menos conhecidos, entre os quais se destaca a Villa de Maxêncio, na Via Ápia. Importante: os residentes de Roma estarão isentos do pagamento da nova tarifa.
Para quem prefere não pagar, a cidade oferece generosamente a vista panorâmica gratuita — e, para os que pagarem, um momento mais calmo, quase ritual, à beira da água. Andiamo: Roma tenta equilibrar a magia dos encontros inesperados com a necessidade de proteger o seu legado. É uma mudança que fala de cuidado — com as pedras, com as histórias e com a experiência de quem chega para saborear a história e deixar um desejo lançado ao acaso.
Como e quando:
- Início da taxa: 1 de fevereiro de 2026.
- Valor: €2 para acesso aos degraus e área junto à bacia, das 9:00 às 21:00.
- Acesso noturno: livre e gratuito.
- Vendas: apps, site oficial dedicado e pontos autorizados como hotéis.
- Isenções: residentes de Roma.
Se prepara sua mala com um pouco de poeira de história e muito apetite por descobertas, lembre-se: a cidade oferece sempre caminhos alternativos, ruazinhas e cantinhos onde se prova o verdadeiro espírito romano. Buon viaggio e venha com os sentidos abertos.






















