Sou Erica Santini, e con carinho lhes conto uma notícia que cheira a ferro, óleo, sol e memórias: o lendário Treno Bianco Azzurro de San Marino está prestes a ganhar vida novamente. Depois de ter deixado de operar após os bombardeios da Segunda Guerra Mundial, este símbolo sobre trilhos que ligava o Monte Titano a Rimini deve voltar a circular já no próximo verão, ao menos em uma primeira etapa.
O projeto, carregado de um forte apelo evocativo, não é apenas a reativação de um meio de transporte, mas o resgate de uma memória coletiva — um verdadeiro Dolce Far Niente ferroviário que convida a saborear a história. A iniciativa prevê, inicialmente, a extensão dos trilhos em 140 metros para permitir a circulação entre a Galleria Montale e a antiga estação. “È stato assegnato il lavoro e ora le rotaie e l’elettromotrice potranno arrivare nel giro di tre-quattro mesi”, explicou o secretário de Estado do Território, Matteo Ciacci, durante a apresentação do projeto.
Há, também, a intenção declarada de prolongar o traçado até Borgo Maggiore. O plano de viabilidade para o trecho entre Borgo e a Cidade deverá chegar às mãos das autoridades nas próximas semanas, e a expectativa é que, a partir daí, se inicie a busca por financiamentos para completar a ligação. O secretário de Estado ao Turismo, Federico Pedini Amati, sublinhou o valor turístico e simbólico da intervenção: um serviço renovado pensado para atrair visitantes e para que os sammarineses reencontrem um pedaço do seu passado.
Nesta reconstituição, imagino o brilho branco e azul do comboio cortando a luz dourada da manhã sobre a paisagem do Titano, o perfume das colinas misturado ao ar salgado vindo do mar, e a textura do tempo nas pedras das estações antigas — uma experiência que toca todos os sentidos. Andiamo: é um despertar cultural que vai além da engenharia, é um gesto de hospitalidade sofisticada, uma promessa de experiências lentas e elegantes para quem visita a pequena república.
As obras já têm contrato e, segundo as previsões oficiais, as rotaie e a elettromotrice podem chegar em três a quatro meses. Enquanto isso, o debate sobre financiamento e os detalhes técnicos do prolongamento até a cidade segue em curso. Para quem ama viagens que contam histórias, este projeto é um convite para planejar uma visita onde o passado espera sobre trilhos renovados.
Fiquem comigo: prometo trazer sugestões de como viver esse retorno com os cinco sentidos — os segredos locais, os pontos de observação mais românticos e um roteiro leve para combinar um passeio no Treno Bianco Azzurro com um aperitivo inesquecível. Ciao e até a próxima descoberta.






















