Ciao, viajante. Mesmo que você não seja um passageiro assíduo, certamente já sentiu a pulsação de grandes terminais como Heathrow, Istambul ou o Aeroporto Internacional de Dubai — esses hubs internacionais onde o mundo se encontra. Na próxima década, porém, a paisagem da aviação promete uma renovação quase cinematográfica, com novos mega-aeroportos surgindo para transformar rotas, experiências e conexões.
Polônia — Entre Varsóvia e Łódź está sendo erguido o ambicioso Centralny Port Komunikacyjny (CPK), também conhecido como Port Polska. Planejado para abrir em 2032, o aeroporto terá duas pistas e capacidade para cerca de 40 milhões de passageiros por ano, posicionando-se entre os maiores da Europa. Mais do que terminais e pistas, o projeto inclui uma estação ferroviária integrada: a ideia é conectar o futuro hub a cidades como Cracóvia, Gdańsk e Wrocław por meio de comboios de alta velocidade, encurtando distâncias e tornando a viagem mais fluida. A construção deve começar em 2026, com o estúdio Foster + Partners assinado o projeto — um sopro de design britânico sobre a planície polonesa.
Dubai — Hoje, o Aeroporto Internacional de Dubai (DXB) está entre os mais movimentados do planeta. Mas a ambição local olha além: o foco vai migrar para o Dubai World Central (DWC) – Al Maktoum International Airport. Atualmente modesto em números (pouco mais de um milhão de passageiros por ano), o DWC foi alvo, em 2024, de planos faraônicos para se transformar no maior hub do mundo, com cinco pistas e capacidade projetada para 150 milhões de passageiros anuais. No Dubai Airshow, o CEO da Dubai Airports, Paul Griffiths, indicou que a transição do tráfego principal deve ocorrer em 2032 — uma década para redesenhar rotas e escalas sob o sol árabe.
Arábia Saudita — Em termos de área, o King Fahd International Airport, em Riade, já é gigantesco: 780 quilômetros quadrados e 12,8 milhões de passageiros em 2024. Mas o reino traça planos ainda maiores para a aviação: até 2030, a expectativa é aproximar-se de 120 milhões de passageiros por ano, graças a um plano de expansão ambicioso. O novo King Salman International Airport integrará terminais existentes e deverá contar com seis pistas paralelas, mirando uma capacidade colossal de 185 milhões de passageiros até 2050. É um projeto que pensa no horizonte longínquo, redesenhando o papel do país como conector global.
Etiópia — A África também busca seu grande porto aéreo. A cerca de 40 quilômetros ao sul de Addis Abeba, o Bishoftu International Airport, projetado pela Zaha Hadid Architects, tem ambição continental: a primeira fase, com capacidade para 60 milhões de passageiros por ano, está prevista para 2030, e o plano prevê expansão até 110 milhões. Além de terminais futuristas, haverá ligação por comboio de alta velocidade entre o novo aeroporto, a capital e o aeroporto atual — uma dança entre ferrovia e aviação que pretende aproximar cidades e culturas.
Andiamo: estes projetos não são apenas concreto e aço; são convites. Convidam-nos a repensar o tempo de viagem, a sentir a luz dourada de aeroportos que respiram design, o perfume dos vinhedos quando o trem corta uma planície, a textura do tempo nas paredes de terminais que guardam histórias. Em cada hub novo há uma promessa — menos espera, mais conexão, e a possibilidade de saborear a história antes mesmo de pousar. Dolce far niente? Talvez entre uma escala e outra, quando a viagem se torna ela mesma uma experiência.
Como curadora e amiga — Erica Santini — convido você a observar esses anteparos do futuro: lugares onde a logística se encontra com o sonho. O mapa do céu muda, e com ele nossas rotas, memórias e encontros. Preparados para voar diferente?






















