Ciao, viajante dos sentidos — aqui fala Erica Santini, sua guia íntima para os segredos do Bel Paese. Enquanto o mundo volta os olhos para as bandeiras e as medalhas, eu convido você a saborear a essência dos lugares que acolhem os atletas: uma viagem sensorial pelos territórios dos Giochi olimpici invernali de Milano‑Cortina 2026.
Dal 6 al 22 febbraio: mais de 3.500 atletas vindos de 93 países competirão por 1.146 medalhas numa celebração dispersa entre Lombardia, Veneto e Trentino Alto‑Adige. As luzes de abertura se acenderão em Milano, que acolhe a cerimônia de abertura e todas as provas indoor. Em seguida, as montanhas revelam suas histórias: Bormio mantém mais de 100 km de pistas abertos mesmo durante as competições, enquanto Livigno, a 1.816 metros de altitude, ostenta o título de local olímpico mais alto do mundo — o nosso pequeno Tibet lombardo.
É em Livigno que os apaixonados por adrenalina se encontram. No coração do vale, os atletas de freestyle e snowboard exibem evoluções e saltos nos dois palcos preparados para o espetáculo: o Livigno Snow Park (Mottolino) e o Livigno Aerials & Moguls Park (Carosello 3000). Depois das provas, estes parques abrirão suas portas ao público — um convite a experimentar, com o vento no rosto, a mesma textura do tempo que os campeões sentiram.
Para garantir que a dança da neve continue sem paradas, o Mottolino terá 95% das pistas abertas durante os Jogos, graças à nova cabinovia de uso misto, pensada tanto para atletas quanto para turistas, e à seggiovia Monte Sponda, a primeira de oito lugares na Lombardia. Algumas pistas ficarão temporariamente fechadas — em particular a pista n.° 5 «Amanti» e a n.° 3 «Mottolino» —, mas há alternativas elegantes para regressar ao vilarejo com os esquis calçados: a pista n.° 26 «Giorgio Rocca» permitirá esse retorno com estilo e segurança.
Ao percorrer essas encostas, imagine o perfume dos vinhedos que um dia foi sonho de viajantes, a luz dourada que pinta as fachadas de Milano ao entardecer, e a textura gelada das rochas que conta séculos de histórias. Aqui, a competição é só uma batida a mais no coração de territórios que respiram tradição e hospitalidade. Andiamo: após o vibrar das medalhas, resta a promessa do Dolce Far Niente nas trattorie locais, do fogo lento das lareiras e do acolhimento sofisticado que transforma espectadores em amigos.
Em março, as mesmas regiões receberão os atletas paralímpicos, ampliando o sentido de inclusão e de festa do esporte. Quer você venha para ver as manobras radicais, para sentir a neve sob os pés ou simplesmente para se deixar levar por um aperitivo ao pôr do sol, estas paisagens oferecem um roteiro onde a técnica encontra a poesia — e onde cada curva guarda um segredo para quem sabe escutar.
Seja para planejar sua viagem ou apenas para sonhar com a próxima escapada alpina, mantenha no coração a imagem de Livigno e do Mottolino: pistas que acolhem campeões e, depois, continuam a receber viajantes com a mesma generosidade. Buon viaggio — e nos vemos nas encostas.






















