Ciao, viajante curioso — é com o coração acelerado que lhes conto: começam hoje, em Matera, as filmagens do novo longa de Mel Gibson, The Resurrection of the Christ (abreviado TROTC). É um retorno significativo do diretor à cidade dos Sassi, mais de 20 anos após a poderosa experiência de The Passion of the Christ. Andiamo — vamos descobrir o cenário e os segredos que cercam este set.
Segundo a deliberação da Giunta comunale di Matera, a produção executiva ficará a cargo da Tea Time Film S.r.l. em nome da Panorama Film Srl. As filmagens ocuparão, de forma discreta e sem cenografias invasivas, o belo território do Parco della Murgia Materana. Os pontos específicos já identificados incluem o Belvedere di Murgia Timone e outras áreas panorâmicas do parque que serão definidas durante a montagem do set.
O calendário prevê efetivas jornadas de gravação em dois dias consecutivos — hoje, 18 de fevereiro de 2026, e amanhã, 19 de fevereiro — e uma nova data de filmagem marcada para 20 de abril. Essas datas de trabalho serão antecedidas por fases leves de preparação e montagem, garantindo que a intervenção no território preserve a paisagem, a história e a alma do lugar. A mensagem é clara: filmar sem agredir, preservar sem impedir.
O filme terá cerca de 150 minutos de duração e está previsto para estrear nas salas na Páscoa de 2027 — uma escolha de calendário que ressoa poeticamente com o tema central da obra. Para os locais e para quem ama o cinema, é um convite a testemunhar como a luz das colinas de Matera pode dialogar com narrativas universais de fé, renascimento e memória.
Do meu ponto de vista, como curadora de experiências que ama os detalhes e as histórias por trás das cortinas, há algo de mágico em ver um set instalar-se entre rochas e olivais. Imagino a luz dourada sobre as pedras, o perfume distante dos vinhedos, o sopro do vento que parece contar lendas. Matera sempre foi, e continua a ser, uma tela viva — e agora ganhará cenas de um diretor reconhecido internacionalmente.
Para os moradores, haverá seguramente impacto — mas a promessa da administração é de respeito ambiental e paisagístico. Para nós que sonhamos com viagens autênticas, fica o alerta: os belvederes poderão ter acessos temporariamente regulados; porém, a essência do Parco della Murgia Materana permanece intacta, pronta para ser saboreada no seu ritmo, com o clássico Dolce Far Niente italiano.
Se você planeja visitar Matera nesta primavera, guarde tempo para subir ao Murgia Timone, respirar a textura do tempo nas paredes e, quem sabe, cruzar olhares com um extra que passeia entre figurinos e equipamentos. É um vislumbre do cinema que se faz com tato, convidando-nos a olhar e a ouvir. Buon viaggio, e que a experiência inspire o desejo de descobrir — sempre — os segredos locais.
Redação Espresso Italia — Erica Santini






















