Ciao, viajante sensível: em novembro, Roma abriu as portas do seu coração cultural para a primeira edição de Magnetica, os novos Estados Gerais do Turismo. A cena foi o majestoso Auditorium Parco della Musica “Ennio Morricone”, onde duas jornadas intensas transformaram a cidade numa vitrine internacional, reunindo algumas das personalidades mais influentes dos universos do audiovisual, da hospitalidade, da cultura, da restauração, da inovação e do entretenimento.
Como curadora e amante do Bel Paese, senti ali a harmoniosa combinação entre tradição e vanguarda — um pouco como provar um vinho antigo e descobrir, no final, notas surpreendentes de frutas silvestres. Durante dois dias, conversou-se sobre como redesenhar a experiência do visitante: sustentabilidade, tecnologias emergentes, qualidade do acolhimento e estratégias de desenvolvimento foram os fios condutores desta narrativa coletiva.
A abertura oficial trouxe os cumprimentos institucionais do Prefeito Roberto Gualtieri e do Presidente da Região Lazio, Francesco Rocca. Em seguida, o percurso foi lançado com o discurso do Assessor aos Grandes Eventos, Esporte, Turismo e Moda, Alessandro Onorato, que traçou a ambição de Roma: elevar sua oferta turística por meio de inovação, qualidade, confiabilidade, eficiência e uma crescente projeção internacional.
Numa cidade cuja luz dourada parece pintar cada pedra, ouvir essas vozes foi como seguir um mapa afetivo — “Andiamo”, dizia o desejo coletivo de colocar Roma novamente no centro da conversa global do turismo. Debates práticos sobre sustentabilidade caminharam ao lado de reflexões sensoriais sobre hospitalidade: como fazer o visitante sentir-se em casa, saboreando a história, enquanto se beneficia de tecnologias que tornam a jornada mais fluida e respeitosa com o território.
Na programação, mesas-redondas e painéis reuniram especialistas que cruzaram olhares: produtores audiovisuais imaginaram novas narrativas de destino; chefs e operadores da restauração discutiram como a gastronomia pode ser veículo de memória cultural; e empreendedores tecnológicos apresentaram soluções para melhorar a experiência sem apagar a autenticidade local — o chamado equilíbrio entre o progresso e o Dolce Far Niente que os italianos preservam com carinho.
Magnetica nasce, portanto, com uma ambição clara: transformar Roma num laboratório de práticas turísticas inovadoras, sustentáveis e de alta qualidade, capaz de atrair olhares de todo o mundo sem perder o perfume dos vinhedos e a textura do tempo nas paredes. Foi uma celebração de ideias — e uma convocação para agir, com gentileza e visão.
Se você ama viajar com atenção, sentir a cidade com todos os sentidos e colecionar segredos locais, esta primeira edição de Magnetica foi um convite — um aperitivo intelectual e afetivo para repensar como recebemos e somos recebidos.






















