Ciao, viajante curioso — sou Erica Santini, sua curadora de relatos e pequenas descobertas. Hoje trago uma notícia que respira pela pele das viagens: o Governo português anunciou um conjunto de medidas para aliviar a pressão nas entradas e saídas do aeroporto de Lisboa, depois das dificuldades sentidas desde a entrada em vigor do novo sistema europeu de Entradas/Saídas (EES).
Em comunicado oficial, o Executivo explicou que, como medida de contingência, será dada a suspensão imediata por três meses da aplicação do sistema informático EES, ao abrigo dos regulamentos da União Europeia. Paralelamente, haverá um reforço humano: militares da Guarda Nacional Republicana (GNR) serão deslocados para auxiliar a Polícia de Segurança Pública (PSP) nos pontos de controlo do aeroporto.
Imagine a cena: a luz dourada do amanhecer sobre as esteiras de bagagem e o fluxo interminável de passageiros — é nesse palco que o Governo quer reduzir as filas e devolver o conforto a quem chega e parte de Lisboa. Para isso, anunciou também um aumento de cerca de 30% da capacidade de equipamentos eletrónicos (e-gates) e dos postos físicos de controlo das fronteiras externas, medida aprovada pelo Conselho de Ministros.
A PSP confirmou que nos próximos dias receberá militares da GNR para reforçar o dispositivo no Aeroporto Humberto Delgado (AHD). “Tendo em conta o elevadíssimo fluxo de passageiros no AHD, a PSP será reforçada nos próximos dias com militares da GNR, reforço esse que a PSP muito agradece”, disse a polícia em declarações à RTP.
No mesmo Conselho de Ministros foi autorizada uma despesa até ao montante de 7,5 milhões de euros para aquisição de hardware (e-gates), software e serviços de manutenção corretiva, com execução entre 2026 e 2028. A instalação destes novos e-gates será feita conforme o máximo suportado pela infraestrutura aeroportuária, evitando improvisos que só criariam novos nós.
As associações sindicais que representam os trabalhadores das fronteiras vinham alertando para a falta de capacidade e de acompanhamento das infraestruturas nos pontos de partidas e chegadas do aeroporto de Lisboa — críticas que o Governo assumiu como um dos motores da intervenção urgente. É a voz dos que sentem, no dia a dia, a textura do tempo nas filas e a pressa que transforma a hospitalidade em logística.
Enquanto acompanhamos estas mudanças, convido você a saborear a história por trás das manchetes: uma cidade que respira turismo, negócios e reencantos precisa de soluções que respeitem a fluidez humana. Andiamo: a solução passa por tecnologia, sim, mas sobretudo por organização e presença cuidadosa no terreno. O Governo aposta numa combinação de medidas imediatas e investimentos a médio prazo para devolver à chegada e à partida aquele sentimento de acolhimento que todos procuramos — o conhecido Dolce Far Niente que transforma um portal de aeroporto em porta de boas-vindas.
O que muda já:
- Suspensão do EES por três meses;
- Deslocação de militares da GNR para reforçar a PSP no aeroporto;
- Aumento em cerca de 30% da capacidade de e-gates e postos físicos;
- Autorização de até 7,5 milhões de euros para hardware, software e manutenção (2026-2028);
- Instalações dos novos equipamentos conforme capacidade da infraestrutura aeroportuária.
Fique atento: estas medidas são temporárias e destinadas a devolver suavidade às nossas chegadas e partidas. Se viajar para ou via Lisboa nas próximas semanas, talvez sinta menos a pressa e mais a gentileza do acolhimento — é o que desejamos. Até breve, e que a sua próxima viagem seja repleta de descobertas sensoriais.




















