Ciao, viajante dos sentidos — sou Erica Santini, e convido você a saborear esta notícia como se fosse um aperitivo na Stazione Leopolda. Nos dias 11 e 12 de novembro de 2025, a BTO 2025 (Be Travel Onlife) retorna à Florença para sua 17ª edição, abrindo as portas para um diálogo essencial sobre como a inteligência artificial e a tecnologia redesenham as escolhas de destino e a experiência de viagem.
O tema escolhido pelos organizadores, Cross‑Travel, é um convite para atravessar linguagens e mundos: experiências híbridas e interconectadas nas quais a tecnologia não substitui o humano, mas amplifica sua inteligência, empatia e criatividade. Andiamo — é uma visão que entende o turismo como laboratório de inovação, onde a técnica e a hospitalidade sofisticada se encontram para construir confiança e desenvolvimento sustentável.
A programação 2025 se organiza em quatro eixos tradicionais — Destination, Digital Strategy, Hospitality e Food & Wine — e aprofunda temas contemporâneos: IA e novas competências, transição sustentável e descarbonização, acessibilidade e inclusão digital, governança de dados e inteligência coletiva, turismo de comunidade e regeneração urbana, hospitalidade humanística e felicidade no trabalho, além de novos modelos de enoturismo e o storytelling do gosto.
Os números reforçam a importância do encontro. Segundo o UN Tourism Barometer de setembro de 2025, os chegadas internacionais à Europa ultrapassaram 340 milhões no primeiro semestre — um crescimento de +4% sobre 2024 e +7% em relação a 2019. Não é apenas fluxo: emergem destinos resilientes, capazes de gerir a transição digital e climática, criar valor compartilhado e atrair talentos.
Na prática, a inteligência artificial já participa de todas as fases da jornada do viajante — da inspiração à planificação, da reserva ao relato — transformando o turismo em uma economia híbrida onde tecnologia e capital humano se entrelaçam. Em um contexto marcado por crises climáticas e transformações urbanas, as cidades e territórios deixam de ser meras molduras do percurso e se tornam infraestruturas: lugares de governança, inovação e comunidade.
O percurso curado por Emma Taveri colocará no centro a sustentabilidade ambiental, a regeneração pós‑industrial, a coesão social e a comunicação responsável. O painel “Rotta verso la sostenibilità” propõe um confronto operativo entre DMO, entidades locais e redes internacionais para traduzir os princípios ESG em ferramentas concretas: certificações credíveis, planos territoriais integrados, sistemas de monitoramento ESG e incentivos fiscais para empresas turísticas regenerativas, com a participação do network europeu Ecotrans.
Outros painéis, como “Narratori per cosa?” e “Travel with care”, vão explorar campanhas que colocam as comunidades no centro da narrativa — pense em Visit Faroe Islands e The Great American West, com podcasts imersivos, mapas áudio e um storytelling ético. O BTO também olha para o esporte como alavanca econômica e inclusiva: nomes como Milano Cortina 2026 e Robert Simmelkjaer, CEO da Maratona de Nova York, trazem ao debate o potencial do turismo desportivo. Estudos do setor apontam para um crescimento expressivo: a Grand View Research (2023) estima que o turismo esportivo chegue a US$ 2.137 bilhões até 2030, e dados da Expedia (2024) indicam que 81% dos viajantes esportivos exploram territórios próximos ao evento principal.
Como curadora de experiências, eu vejo o BTO 2025 como um mapa sensorial — a luz dourada de Florença projetando perguntas essenciais: como usamos a tecnologia para intensificar o encontro humano? Como transformamos destinos em comunidades vibrantes e regenerativas? Se você ama descobrir hidden gems e acredita no dolce far niente com propósito, este é o momento para escutar, aprender e cocriar.





















