Ciao, viajante curioso — Madrid volta a respirar turismo. A Fitur 2026, Feira Internacional de Turismo, abriu suas portas no dia 21 de janeiro e permanece no Ifema Madrid até 25 de janeiro, reunindo profissionais, destinos e sonhos de viagem. Os reis Felipe VI e Letizia fizeram a inauguração oficial de um evento que espera receber mais de 250.000 visitantes, num abraço caloroso entre a indústria e o mundo.
Porém, a luz dourada da feira contrasta com um momento de dor: a edição deste ano está marcada pelo trágico acidente ferroviário em Adamuz (Córdoba), que deixou 45 mortos. Em respeito ao luto, diversos estandes optaram por permanecer fechados e, ao redor do Ifema, faixas negras acompanham os passos dos visitantes — um silêncio respeitoso que nos lembra da fragilidade das viagens e da vida.
Nesta 46.ª edição, a Fitur consolida-se como ponto de encontro global do setor: são aproximadamente 10.000 empresas, representantes de 161 países e 967 expositores, num panorama essencial para traçar as tendências do turismo mundial. Sob o lema “Where travel begins”, a feira aposta na tríade que dita o futuro das viagens: inovação, sustentabilidade e conhecimento.
A grande novidade é o Pavilhão do Conhecimento, que se tornou o coração tecnológico da Fitur, oferecendo mais de 200 sessões com cerca de 250 especialistas internacionais. Andiamo: debates sobre inteligência artificial, digitalização e novas experiências para os viajantes ocupam palcos onde a tecnologia encontra a hospitalidade sofisticada — uma sinfonia entre dados e emoção, onde se desenham os roteiros de amanhã.
O México brilha como país parceiro da edição. O stand mexicano, vibrante e repleto de atividades, convida o público a saborear a história através da cultura, gastronomia e tradições. A Casa do México em Espanha organizou experiências públicas para que visitantes possam descobrir o país em profundidade, incluindo a exposição “Suave pátria”: um passeio pela arte popular de várias regiões, complementado por uma mostra fotográfica que homenageia ingredientes e cozinheiros tradicionais — os guardiões do legado culinário mexicano.
O olhar já se volta para 2027, quando Porto Rico será o país convidado. Depois de um 2025 de recordes — mais de 6,8 milhões de chegadas ao Aeroporto Internacional Luis Muñoz Marín, crescimento de 3% em relação a 2024 — a ilha aposta na música, nas indústrias criativas e na tradição do coquito para atrair viajantes. Em San Juan, o turismo movimenta mais de €3,4 bilhões e gera cerca de 87.700 empregos, sinais do impacto económico e cultural dessa indústria.
A sustentabilidade é fio condutor em todo o evento. A Fitur promove um modelo mais responsável, com medição integral da sua pegada de carbono e iniciativas para reduzir resíduos, incentivar mobilidade sustentável e apoiar projetos locais. É o turismo a praticar o seu próprio credo: viajar sem deixar pegadas pesadas, celebrando o Dolce Far Niente com responsabilidade.
Enquanto percorro os corredores, sinto o perfume das amostras gastronómicas, ouço ritmos latinos que chamam para um passeio noturno e observo profissionais a desenharem futuros possíveis. A Fitur 2026 é assim: um mapa de encontros, inovação e memória — um lugar onde começamos a sonhar com a próxima viagem, sempre com respeito e curiosidade. Andiamo, e que cada descoberta seja também um gesto de carinho pelo mundo.






















