Ciao, viajante — respire fundo e deixe que eu lhe conte uma notícia que acalma: apesar de episódios recentes que abalaram a confiança, voar continua entre os modos de transporte mais seguros do mundo. Numa análise minuciosa de 320 empresas, o site AirlineRatings publicou o seu ranking das companhias aéreas mais seguras para 2026, e a novidade traz sabor de novidade: pela primeira vez uma transportadora do Golfo assume o topo.
Ao ajustar estatísticas como o número total de voos e a idade da frota, e ao avaliar fatores essenciais como formação de pilotos e auditorias de segurança, a plataforma montou uma lista das 25 melhores em segurança. Este ano, o cálculo recebeu um peso adicional para as medidas de prevenção da turbulência — uma atenção que traduz o cuidado com o conforto e a integridade das viagens.
Na liderança está a Etihad Airways, sediada em Abu Dhabi, que destronou a histórica Air New Zealand. É um marco: é a primeira vez que uma companhia do Golfo fica em primeiro lugar. Três das cinco primeiras posições pertencem a transportadoras da região, e o ranking é, no geral, dominado por companhias da região Ásia-Pacífico — enquanto a Europa marca presença com sete nomes entre as 25 escolhidas.
Entre as europeias, a honra de representar o Velho Continente vai para a Turkish Airlines, apontada novamente como a mais segura da Europa, ocupando o 12.º posto no global. Com hub em Istambul, a companhia detém o recorde mundial de países servidos e vem colecionando distinções — incluindo o 6.º lugar no ranking da Skytrax em 2025. O último incidente mortal envolvendo um voo comercial da Turkish ocorreu em 2009, na tentativa de aterragem em Schiphol, Amesterdão.
Logo atrás, em 13.º, figura a britânica Virgin Atlantic, enquanto a irmã Virgin Australia surge mais acima, em 9.º. Desde a sua criação, a Virgin Atlantic não regista acidentes fatais — um dado que acalma qualquer passageiro mais apreensivo.
Outras europeias presentes no top 25 incluem: TAP Air Portugal (16.º), SAS (17.º), British Airways (18.º), Iberia (20.º) e Lufthansa (21.º). Estas posições mostram que, embora a Ásia-Pacífico e o Golfo estejam fortes, as companhias tradicionais europeias mantêm padrões elevados de segurança.
No segmento das low-cost, avaliado separadamente, a asiática HK Express lidera, mas a melhor europeia é a easyJet, que aparece em quinto lugar no ranking geral. A easyJet não regista acidentes fatais desde a sua fundação, em 1995 — um recorde que fala de procedimentos rigorosos e operações consistentes. Outras low-cost europeias no ranking incluem airBaltic (7.º), Wizz Air (9.º), TUI (11.º), Vueling (12.º), Norwegian (13.º), Jet2 (17.º), Ryanair (18.º), Transavia (20.º) e Eurowings (21.º).
Como funciona a avaliação? A AirlineRatings atribui uma pontuação até sete estrelas; o top 25 é composto apenas por companhias que alcançam a pontuação máxima. O sistema considera incidentes graves relacionados com pilotos — penalizando com uma ou duas estrelas conforme a gravidade e a frequência — e acidentes fatais ocorridos nos últimos 10 anos, que levam à perda de três estrelas. Circunstâncias como terrorismo, sequestro, suicídio ou colisões causadas por outra aeronave são excluídas da penalização direta.
Também são contabilizadas auditorias internacionais, incluindo o IATA Operational Safety Audit e auditorias de segurança por país realizadas pela ICAO. Segundo Sharon Petersen, CEO da AirlineRatings, as diferenças entre as companhias estão a tornar-se menores, mas só pode haver um primeiro lugar — e, em 2026, a Etihad chega com o vento a favor.
Para nós, amantes do Dolce Far Niente e da descoberta, esta lista é um mapa de segurança para sonhar novas rotas: saborear a história de uma cidade, deixar a luz dourada da janela do avião acarinhar o rosto, e sentir o aroma dos vinhedos a receber-nos ao aterrissar. Andiamo — com confiança e um bilhete de curiosidade.






















